Quioshi Goto |
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A Companhia Giralua conduziu as “contações” de histórias “Memórias das Ferrovias”, ontem, no Bosque da Comunidade |
A data da lei municipal número 1425, que criava o Museu Ferroviário Regional de Bauru, é de 11 de junho de 1969. Mas, até chegar onde está, ele chegou a ser implantado provisoriamente, em amostra, nos barracões da Rua Gustavo Maciel, em 1986. E, no dia 26 de agosto de 1989, exatamente há 25 anos, o museu ganhava seu endereço fixo, onde está até hoje.
Para comemorar uma data tão valiosa para a história de Bauru e também de todo o Estado, - já que as estradas férreas Noroeste do Brasil, Sorocabana e Companhia Paulista, estavam, principalmente, neste município -, a Prefeitura preparou uma programação especial de aniversário, através da Secretaria Municipal de Cultura. O evento começou ontem e segue até a próxima sexta.
Ontem, o Bosque da Comunidade foi palco da “contação” de histórias “Memórias da Ferrovia em Bauru”, com a Companhia Giralua. Hoje será lançado o Selo Postal Comemorativo dos 25 Anos do Museu no próprio espaço, às 14h30. Após o lançamento acontecerá a intervenção artística “Memórias da Ferrovia”.
Espetáculo
Para fechar a programação, na sexta-feira, às 20h, será realizado, na gare da Estação Central, o espetáculo “Acordes & Movimentos”, da Companhia Estável de Dança e da Orquestra Municipal de Bauru. O objetivo, além das comemorações, é despertar o interesse no público visitante em conhecer o Museu Ferroviário.
“É uma enorme satisfação e orgulho mantermos, de forma ininterrupta, por 25 anos, o Museu aberto ao público, fato inédito, pois tantos outros que foram abertos na época, fecharam as portas há muito tempo”, disse o secretário de Cultura, Elson Reis. A programação é gratuita. O Museu fica na Rua Primeiro de Agosto, quadra 1. Informações: (14) 3212-8262
Apanhado histórico
O diretor da divisão técnica do Departamento de Proteção ao Patrimônio Cultural de Bauru, Alex Sanches, contou que a história do Museu Ferroviário Regional de Bauru começou, na verdade, há 45 anos, mais precisamente no dia 11 de junho, quando o então prefeito da cidade, Alcides Franciscato, assinou a lei que dispunha da criação do museu. No entanto, sua primeira amostra foi montada em 1986, em barracões que ficavam no início da Rua Gustavo Maciel, bem próximo à linha férrea ali existente. A instalação definitiva do museu aconteceu em 26 de junho de 1989, quando esse prédio da rua Primeiro de Agosto foi reformado. “Quando foi criado, o museu já tinha o intuito de salvaguardar a identidade ferroviária do município. Ele mostra todo o desenrolar das cidades da nossa região através da ferrovia. Como temos convênio com a rede, acabamos contando a história da Noroeste até o ponto final dela, porque o marco zero dessa ferrovia é aqui. Foi uma das primeiras ferrovias que o marco zero saía do interior”, disse Alex. Hoje o museu conta com convênio da Prefeitura, Rede Ferroviária Federal S.A. e Fepasa.
‘Fim’ dos trens
O transporte de passageiros nas ferrovias de Bauru foi extinto na década de 90, informou ainda, Alex Sanches. No entanto, os trens de carga continuam circulando por aqui, e no Brasil todo, ainda sendo considerados como o transporte mais seguro e rápido para minério de ferro, soja, asfalto, cascalho e açúcar, por exemplo. “A palavra trem significa transporte rápido econômico de massa. Hoje ainda é o transporte mais seguro e rápido, se for comparado ao caminhão, por exemplo. Na nossa região ainda vemos muito trens cargueiros levando: minério de ferro, soja, açúcar, muito presente na nossa região por conta das usinas”, destacou.
