Tribuna do Leitor

Dilma: larga que é meu


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Semanas atrás Dilma "emprestou" o Palácio da Alvorada para o ditador cubano Raul Castro usar como "embaixada" oficial. Por alguns dias, parte do território nacional foi usada como aparato da máquina oficial cubana, onde o tirano despachou, recebeu autoridades internacionais e viveu como se estivesse no pais caribenho, mas às nossas custas. Em agosto, quando da morte do candidato Eduardo Campos, Dilma novamente emprestou um avião da FAB para levar a mãe do candidato (ministra do TCU!) de Brasília para Recife, como se ela fosse a única mãe do país a sofrer a morte de um filho.

Não é de hoje que os petistas exibem sua confusão entre público e privado. Ao tomarem de assalto as dependências do governo federal, literalmente usando e abusando de tudo como bem entendem, não se avexam de violar regras comezinhas de direito constitucional para beneficiar parentes, amigos e correligionários. Lula já o fazia com uma destreza que apenas o profissionalismo estelionatário seria capaz de justificar.

Se não bastasse a usurpação de bens e empregos públicos e o aparelhamento espúrio de empresas e diretorias, cujos orçamentos bilionários atiçam a cobiça e alimentam a corrupção endêmica, o governo federal é perdulário com os recursos nacionais. Dinheiro público segue sendo distribuído de forma secreta para países sem ligação comercial com o Brasil, usado para financiar obras e serviços em ditaduras estrangeiras e gasto de forma nababesca com obras que nunca se finalizam, embora os pagamentos não se interrompam nem com pareceres contrários de tribunais de conta. Isso sem falar nos acordos comerciais que dilapidam o patrimônio brasileiro, como a Petrobras surrupiada por venezuelanos e bolivianos nos acordos firmados por Lula, sempre ótimos para os povos daqueles países.

Os brasileiros não podem mais se enxergar como contribuintes dessa ciranda financeira açodada pelo lulopetismo. Somos, isto sim, vítimas de uma fraude eleitoral, econômica e administrativa que, embora desmascarada rotineiramente na mídia, só se mantém impune graças ao aparato de blindagem parlamentar e um eficiente Ministério da Propaganda, que faria inveja a Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda de Hitler. Isso sem falar que os que contribuem para manter essa esbórnia deveriam ser classificados de cúmplices, e não eleitores.

Não, Dilma. O avião da FAB e o Palácio da Alvorada não são da presidenta (sic). É patrimônio da presidência da República do Brasil. Patrimônio do Brasil. Larga, que é meu!

Ivan Garcia Goffi

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