O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) minimizou nesta terça-feira (26) o crescimento de Marina Silva, candidata à presidência pelo PSB, na pesquisa Ibope, divulgada nesta terça-feira (26), aproximando-a da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT. Para o ministro, o cenário ainda está impactado pela novidade da candidatura de Marina mas deve se alterar a favor de Dilma após a primeira semana de setembro.
"Qualquer pesquisa nesse momento tem que ser tomada como uma coisa muito provisória. Não é por causa desses números mas eu já tenho dito há alguns dias que lá pelos dias 7 a 10 de setembro nós teremos uma fotografia mais aproximada do embate eleitoral. Porque nós estamos sob a influência, o lançamento da novidade e da exposição enorme que a Marina teve", disse.
De acordo com o Ibope, Dilma tem 34% das intenções de voto, Marina tem 29% e Aécio Neves, candidato pelo PSDB, caiu para 19%. Em um eventual segundo turno, Marina vence Dilma com 45% dos votos contra 36% da petista. A margem de erro máxima da pesquisa é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos.
Para Carvalho, os programas eleitorais na televisão poderão reverter o cenário e colocar a presidente Dilma em uma situação mais confortável. "Na medida em que o debate vai ocorrer e o conjunto da obra vai aparecer de maneira mais clara para a população, e os nossos projetos, eu não tenho dúvida nenhuma que a presidente Dilma será reeleita. É fácil? Não é fácil. Nada nunca foi fácil", disse.
Apesar da aproximação de Marina, o ministro avaliou que a estratégia de campanha de Dilma não deve sofrer graves mudanças. Por enquanto, como por exemplo, fazer mais eventos de rua, porque ocupando o cargo de presidente, Dilma não tem tanta disponibilidade quanto os outros candidatos.
Com cada vez mais chances de perder as eleições, setores internos do PT insatisfeitos com Dilma retomam o chamado "Volta, Lula". "Quem fica fazendo fofoca de 'Volta, Lula' deveria parar de falar e arregaçar as mangas e trabalhar pela campanha da Dilma. Não há essa hipótese e não há motivo. Temos plena confiança na nossa candidata", disse.