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Após encontro com Putin, Ucrânia diz que líderes apoiaram as suas propostas de paz

Folhapress
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O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, prometeu trabalhar em um plano de cessar-fogo urgente para encerrar o conflito separatista no leste da Ucrânia, depois de conversas com seu colega russo, Vladimir Putin, que se estenderam noite adentro.

As primeiras negociações entre os dois líderes desde junho foram descritas por Putin como positivas, mas ele disse que não cabe à Rússia detalhar os termos da trégua entre o governo de Kiev e as duas regiões rebeldes da Ucrânia.

“Não discutimos isso substancialmente, e nós, a Rússia, não podemos discutir substancialmente as condições de um cessar-fogo, de acordos entre Kiev, Donetsk e Luhansk. Isso não é assunto nosso, cabe à própria Ucrânia”, declarou ele a repórteres no começo da quarta-feira (horário local).

Poroshenko, depois de duas horas de conversas em particular que ele descreveu como “muito duras e complexas”, afirmou à imprensa: “Um roteiro será preparado para se chegar assim que possível a um regime de cessar-fogo, que definitivamente precisa ter um caráter bilateral.”

Apesar do tom otimista, não ficou claro como os rebeldes irão reagir à ideia da trégua, o quão cedo ela pode ser acordada e quanto tempo pode durar.

Invasão

O governo ucraniano anunciou ontem que capturou dez soldados russos na região de Donetsk, foco do conflito com separatistas no leste do país. Paraquedistas militares, os russos foram detidos, segundo Kiev, com documentos de identidade e armas perto de Dzerkalne, a 20 km da fronteira e a 50 km do reduto sob controle dos rebeldes.

Putin admitiu que eles poderão ter cruzado a fronteira durante uma ação de patrulhamento.

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