Um acordo para um novo cessar-fogo na Faixa de Gaza foi alcançado entre o movimento islâmico Hamas e Israel, anunciaram autoridades palestinas e israelenses ontem.
O cessar-fogo não tem limite de tempo e entrou em vigor às 19h, de ontem (13h em Brasília).
O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abbas, confirmou oficialmente a trégua. Segundo um comunicado do ministério das Relações Exteriores egípcio, Israel concordou com a entrada de ajuda humanitária e material de construção em Gaza.
Segundo os palestinos, a trégua proposta pelo Egito prevê o fim do bloqueio à faixa de Gaza, com a abertura das passagens ao território, controladas por Israel e pelo Egito, além de uma ampliação da zona de pesca palestina no Mediterrâneo.
Numa segunda fase, que começaria um mês mais tarde, Israel e os palestinos deveriam discutir a construção de um porto de mar de Gaza e a libertação de membros do Hamas presos por Israel na Cisjordânia.
Israel e Egito veem o Hamas, grupo radical que controla a faixa de Gaza, como uma ameaça à segurança e querem garantias de que armas não entrem em seu território.
O último cessar-fogo entrou em vigor no dia 11 de agosto e foi respeitado durante nove dias. Neste período de tempo, os egípcios tentaram convencer os dois lados a aceitar uma trégua prolongada.
Comemorações
Após o início do cessar-fogo, multidões e carros tomaram as ruas de Gaza. Os motoristas apertavam as buzinas, e cânticos de louvor a Deus emanavam dos alto-falantes das mesquitas. Tiros de comemoração mataram um palestino e feriram outros 19, de acordo com autoridades hospitalares.
“Hoje declaramos a vitória da resistência, declaramos a vitória de Gaza”, afirmou o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri.
Um comunicado divulgado por um porta-voz do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, declarou que Israel aceitou a proposta egípcia de um “cessar-fogo em aberto” e que irá comparecer às conversas no Cairo a respeito do futuro de Gaza somente se houver “o fim definitivo dos ataques terroristas” oriundos do território palestino.
Prédios atingidos
No sábado, o exercito israelense destruiu outro edifício residencial de 13 andares na Cidade de Gaza e um centro comercial na cidade de Rafah, na fronteira com o Egito.
Houve apenas feridos, já que as forças israelenses alertaram os moradores sobre o bombardeio nos locais.