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Vôlei estreia hoje no Paulistão e recoloca cidade na elite


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Malavolta Jr.

Ex-capitã do Praia Clube, levantadora Camila Torquette (ao fundo) traz experiência da Superliga para o time bauruense

Quatorze anos depois, o vôlei bauruense sentirá o gosto de estar na elite paulista hoje à noite, quando o Concilig/Bauru encara o Pinheiros. A partida será às 20h, em São Paulo, e marca o retorno bauruense à Divisão Especial, onde esteve pela última vez em 2000 (leia mais abaixo).

 

O direito de disputar a elite veio após a conquista do título da Divisão de Acesso em 2013, sob o comando do treinador Airton Nascimento, agora auxiliar do técnico Chico dos Santos. O novo comandante, aliás, foi durante muitos anos auxiliar de Bernardinho e participou de três medalhas olímpicas do voleibol brasileiro. Antes de chegar a Bauru, estava no time masculino do Panasonic, do Japão.

 

Chico dos Santos reitera que o Paulistão é o início de um projeto mais amplo. “Para mim este será um desafio grande. Sempre trabalhei no vôlei feminino, nos últimos dez anos estava no masculino, e agora estou retomando o trabalho no feminino. O mais importante aqui é que o projeto está se consolidando, e quem está à frente vê isso como o início de um projeto mais amplo, cujo objetivo é chegar à Superliga”, explica.

 

Bauru e Pinheiros se enfrentaram no começo do mês, durante a Copa São Paulo, na Panela de Pressão, com vitória do Pinheiros por 3 sets a 1. “O time jogou bem, mas acabou não vencendo naquela ocasião. Na terça-feira, o Pinheiros decidiu a final da Copa São Paulo contra o São Caetano, em Sorocaba, e uma pessoa ligada ao clube foi lá assistir e gravar para que pudéssemos analisar melhor o jogo do Pinheiros”, afirma.

 

O calendário com seis jogos também não agrada. “São poucas partidas, ainda mais para um time como o nosso, no primeiro ano de Divisão Especial e que quer e precisa jogar”, diz Chico.

 

Entrosamento

 

Uma das atletas contratadas para o Paulista é a levantadora Camila Torquette, que estava no Praia Clube/MG nas últimas três temporadas. Ela acredita que o time ainda precisa melhorar o entrosamento. “Nesse aspecto, acredito que estamos com 70% do ideal. O ataque é um ponto em que precisamos aprimorar mais, até porque demanda entrosamento entre a levantadora e demais jogadoras. Mas temos uma boa defesa e um bloqueio forte, e isso vai nos ajudar bastante”, garante.

 

Além de Camila Torquette, o Concilig/Bauru contratou a levantadora Bárbara, a central Ana Paula, as opostos Aline e Fernanda Mello e as ponteiras Mari Paraíba, Soninha e Ingrid Félix. Da temporada passada, seguem no elenco a levantadora Deka, a oposto Camila, as centrais (meio de rede) Roberta, Alanna e Hellen, as ponteiras Iannaê, Nayara e Natacha e ainda as líberos Mariana e Jéssica.

 

Desfalques

 

Reforço mais badalado para este Campeonato Paulista, a ponteira Mari Paraíba ainda não jogará hoje. Ela aprimora o condicionamento físico e a expectativa da comissão técnica é que esteja apta para atuar no próximo dia 10, contra o Sesi, em Bauru, pelo menos durante parte do jogo.

 

Já a ponteira Natacha, que operou o ombro direito na semana passada, está fora do Estadual. Com previsão de retorno aos treinos para novembro, ela também pode ser desfalque nos Jogos Abertos do Interior, mas já estará liberada para a Superliga B, em janeiro. A ponteira Ingrid, com lesão no ombro direito, é outra jogadora que está fora do Paulista.

 

Bauru pela terceira vez na Elite

 

Esta é a terceira participação do voleibol de Bauru na elite estadual. Depois de conquistar o acesso em 1998, o então BAC/Preve/Jopema disputou o Paulistão de 1999, sob o comando de José Izar. No ano seguinte, mais uma vez participou da Elite, desta vez com o técnico Cacá Bizzocchi, chegando até às quartas de final, sendo eliminado pelo São Caetano em duas partidas. O último jogo foi em 21 de outubro de 2000, na Panela de Pressão, com vitória do time do ABC por 3 sets a 0 (25/13, 25/23 e 25/21).

 

Também naquele ano, o BAC venceu o todo-poderoso BCN/Osasco, então grande força do voleibol brasileiro. Foi na partida de estreia, em 19 de agosto, na Panela, por 3 sets a 2, de virada (17/25, 23/25, 25/23, 25/23 e 18/16, em quase duas horas de jogo). Nas duas temporadas em que esteve na elite, o BAC tinha à frente na direção o empresário Pedro Macéa, também ex-secretário de esportes de Bauru e um dos grandes entusiastas da modalidade. Macéa faleceu em acidente automobilístico em agosto de 2003.

 

A partir de 2005, o voleibol feminino bauruense passou a ser representado pela Associação Luso Brasileira, que agora vive momento ímpar com a chegada à Divisão Especial.

 

 

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