Política

Centrinho mobiliza classe política


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Apossível transferência do Centrinho da USP para o governo do Estado repercutiu entre políticos da cidade ao longo desta semana. O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) questionou a capacidade orçamentária e interesse do governo do Estado para o custeio do hospital especializado.

 

“Agora não se trata mais de assumir só o ‘predião’. A medida avalia a situação financeira da USP, mas a Secretaria de Saúde também não tem mais dinheiro para nada. Será que ela vai querer assumir isso?”, questionou.

 

O prefeito já havia se reunido, na quarta-feira, com a diretoria da FOB e a superintendência do Centrinho para discutir o assunto e se colocar à disposição para o diálogo.

 

 “Essa transferência, se ocorrer, não será da noite para o dia. Mas a cidade tem que participar ativamente desse debate. O Centrinho é muito mais do que um cartão postal para Bauru”, avalia.

 

Além do chefe do Executivo, a Câmara Municipal deve se engajar na discussão. Fabiano Mariano (PDT) e Renato Purini (PMDB) anunciam que vão mobilizar os demais vereadores com o intuito de agendarem uma audiência junto à reitoria da USP. O peemedebista acredita na reversão da transferência por meio da pressão política. “Temos que mostrar o descontentamento da comunidade com essa possibilidade”, propõe.

 

Mariano ressalta, porém, que é bem-vinda a cessão do “predião” para o Estado viabilizar, no local, um novo hospital geral.

 

DEFESA

 

Por outro lado, em reportagem publicada na edição de anteontem do Jornal da Cidade, a diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, declarou que a medida é inevitável para garantir que o hospital não seja sucateada em três ou quatro anos.

 

A transferência já foi aprovada pelo Conselho Universitário da USP e, agora, será discutida por uma comissão especial junto à Secretaria do Estado de Saúde.

 

Tobias

 

O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) declarou ser contrário à transferência do Centrinho para o Estado. Na última quinta-feira, porém, esteve reunido com a Maria Aparecida e com Regina Célia Bortoleto Amantini, superintendente do hospital. “Eu me coloquei à disposição para continuarmos discutindo. Passar o hospital talvez não seja problemático, mas continuo entendo que a parte de pesquisa e ensino não deve se desvincular da USP”, comentou o tucano nesta sexta-feira.

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