Bairros

Secretário diz que asfaltar linha férrea é algo "comum"


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A prefeitura tenta justificar algo quase que inexplicável. Depois de conversar com os funcionários que fizeram a pavimentação do trecho de uma linha férrea, entre as quadras 4 e 5 da rua Aimorés, na divisa das vilas Cardia e Antártica, o titular da Secretaria Municipal de Obras, Sidnei Rodrigues, afirma que o procedimento costuma ser foi feito dessa forma e, quando há asfalto em excesso, os funcionários da América Latina Logística (ALL) são acionados para os reparos, já que têm a técnica de fazer o corte exato da massa asfáltica. O que foi feito na ocasião.

 

Embora tenha assumido, na edição de ontem do JC, que o recape ficou acima do nível tolerado, o secretário chegou à conclusão de que esse não foi o maior erro da equipe. “Nós erramos porque o encarregado pela equipe operacional não informou à Secretaria Municipal de Obras que a ALL foi acionada para fazer a retirada do excesso do asfalto, mas não foi até o local”, justifica Rodrigues, que advertiu verbalmente os funcionários responsáveis pelo serviço. “Caso o fato ocorra de novo, nós vamos apurar. Nessa situação, contudo, só chamei a atenção dos servidores, já que não houve danos comprovados”, complementa o secretário.

 

Tanto que, segundo a assessoria de imprensa da ALL, o trecho - cuja pavimentação foi concluída na última quarta-feira - é considerado paralelo, ou seja, as locomotivas não passam por lá diariamente. “Esse não é o ramal principal, portanto, o tráfego na ferrovia não foi prejudicado até o término dos reparos”, reitera a assessoria. 

 

Sobre  o fato de uma equipe da ALL ser acionada frequentemente para fazer o corte da massa asfáltica nas passagens de nível, a assessoria da concessionária respondeu apenas que ninguém foi comunicado sobre o procedimento no caso da divisa entre as vilas Cardia e Antártica.

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