Contribuir para o desenvolvimento rural sustentável no âmbito da agricultura familiar. Este é apenas um dos objetivos do Programa de Educação Ambiental na Agricultura Familiar (PEAAF), promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e que será implantado no município no início de setembro. Trata-se de um curso semipresencial para capacitar agentes populares capazes de identificar e refletir criticamente as questões socioambientais na agricultura familiar.
Além de Bauru, apenas outras 17 instituições do País foram selecionadas para receber treinamento e desenvolver o curso, coordenado pelo Departamento de Educação Ambiental (DEA).
A intenção é também promover a mobilização e sensibilização social para a realização de ações que resultem na melhoria da qualidade de vida e conservação dos recursos naturais, como a elaboração e implementação de políticas públicas, ações e projetos de educação ambiental no contexto da agricultura familiar.
“Nossa preocupação é que a água, o clima, o solo, as matas sejam preservadas para as novas gerações. E, dentro do curso, podem surgir materiais (vídeos, cartilhas, blogs, etc) que ajudem o poder público a reagir dentro da questão ambiental na agricultura e a buscar caminhos para os problemas como água contaminada, abastecimento de água, lixo na zona rural... O projeto pode dar um salto e gerar muitos frutos até mesmo em parceria com outras secretarias, como a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Secretaria de Educação, Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Departamento de Água e Esgoto (DAE)...”, projeta o titular da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Sagra), Chico Maia.
Ainda segundo o secretário, Bauru conta com uma política municipal de meio ambiente coordenada pela Semma e Educação. “No momento em que o Ministério do Meio Ambiente criou uma política especial voltada para a agricultura familiar, nós entendemos que a Sagra também lida com a questão ambiental”, explica.
Público
Com duração de aproximadamente quatro meses e 200 vagas (quase todas já preenchidas), o curso oferece formação para a vida do aluno - para quem já trabalha com meio ambiente, agricultura familiar ou que queira trabalhar nesses campos.
“Para estudantes também é importante, porque é módulo de 120 horas, com certificação, ou seja, agrega também na formação. Minha sugestão para a prefeitura é envolver o curso na Escola de Gestão Pública para que, possivelmente, outros sejam realizados no futuro”, planeja Maia.
Semipresencial
As aulas serão semipresenciais com o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) do Ministério do Meio Ambiente e alguns encontros para nivelar as informações e conhecer a ferramenta virtual. O encerramento também será presencial.
Ao longo do curso, ainda serão realizadas visitas em áreas de erosão, degradação da mata ciliar, áreas com lixo, captação de água para o abastecimento da cidade, entre outros. Técnicos da Sagra foram até Brasília obter informações sobre o projeto.