Política

Interdições na Nuno "ilham" comércios


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A queda no fluxo de clientes continua a ser um problema para as empresas situadas na quadra 1 da avenida Nuno de Assis, no sentido Terminal Rodoviário. Em obras para a instalação de interceptores desde o dia 18 do mês passado, o local continua sentindo os efeitos.

Para os comerciantes da região, o início das intervenções foi uma surpresa. O auxiliar de montagem Luiz Fernando Carvalho, de 32 anos, conta que, ao chegar no trabalho, máquinas abriam o asfalto, enquanto cones e cavaletes interditavam a rua, impedindo assim o acesso de veículos, tanto de funcionários como de clientes.

“Tínhamos acabado de transferir nossa empresa para cá e acontece isso. Tivemos que voltar com todo estoque para o endereço antigo. Foram duas mudanças de ponto no mesmo mês, aqui ficou apenas o setor de manutenção. Se tivessem avisado, a gente não tinha vindo nesse momento”, sublinha.

Ainda segundo comerciantes locais, o problema foi amenizado na última sexta-feira, quando um acesso às oficinas foi aberto pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), no entanto, destacam que a placa de indicação à passagem é pequena e  mal localizada.

Embora acredite em uma visível recuperação do movimento, Júlio César Barroso Castro, de 33 anos, proprietário de uma funilaria, reclama do prejuízo no período em que a interdição era total. “Ficamos vários dias sem receber novos clientes. Para mim, que tenho impostos e funcionários para pagar no final do mês, foi só prejuízo. Peguei até empréstimo no banco para fechar as contas. Acredito que vão uns três meses para eu recuperar esse capital”, reclama.

O Departamento de Água e Esgoto de Bauru (DAE) - responsável pelas obras – e a Emdurb afirmaram, por meio de suas respectivas assessorias de comunicação, que não há como os comerciantes alegarem desconhecimento sobre o início das obras, já que o assunto foi tratado repetidamente em diversos meios de comunicação.

Conforme o JC noticiou na semana passada, as interdições causam ainda outros problemas. Um deles é o desrespeito dos motoristas, que cortam canteiros centrais e até entram na contramão. Eles, contudo, apontam que a sinalização das rotas alternativas é precária no local.

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