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Massacre!

Folhapress
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FIBA/Divulgação

Brasil vence Egito por 128 a 65. Foi a maior vantagem de pontos no Mundial

A heroica vitória de quarta-feira sobre a Sérvia trouxe confiança ao Brasil, que, nesta quinta-feira (4), teve atuação quase impecável no triunfo sobre o Egito por 128 a 65. Foi a maior vantagem imposta por uma equipe à outra neste Mundial da Espanha.

Essa foi a última atuação da equipe comandada por Rubén Magnano na primeira fase do Mundial de basquete de Espanha. Agora, o Brasil sai de Granada e se encaminha para Madri, onde inicia a fase final no domingo (7).

A seleção brasileira, que encerrou sua participação na primeira fase em segundo lugar no grupo A, atrás da Espanha, aguarda a definição de seu adversário das oitavas, que será do grupo B. É provável que seja Argentina, Croácia ou Senegal, dependendo dos resultados dos jogos disputados em Sevilha nesta quinta-feira (4).

De qualquer modo, o Brasil chegará motivado a Madri. Ainda que o Egito seja a pior equipe presente neste Mundial segundo o ranking da Fiba (ocupa a 46ª posição), os brasileiros mantiveram a concentração e tiveram uma exibição incontestável em quase toda a partida, sobretudo no primeiro quando abriu 27 pontos de diferença. Foi a maior vantagem imposta por uma equipe sobre o rival em um período neste Mundial.

Com o jogo tranquilo, Magnano aproveitou para fazer muitas rotações na equipe. Todos 12 jogadores brasileiros presentes neste campeonato pontuaram diante dos egípcios. O destaque foi Leandrinho, que encerrou o jogo como cestinha, somando 22 pontos.

O Brasil impressionou sobretudo no rebote. Debaixo da cesta, os brasileiros somaram 45 rebotes (nove ofensivos e 36 defensivos). O aproveitamento no ataque também foi muito bom. Os brasileiros converteram em cesta 75% das tentativas.

O jogo

O Brasil começou o jogo com Marquinhos, Nenê, Alex, Anderson Varejão e Marcelinho Huertas em quadra.

Se há um período de dez minutos que o Brasil guardará na memória neste Mundial foi este primeiro quarto. Com uma atuação irrepreensível, a equipe desfilou em quadra.

Anderson Varejão praticamente foi o dono do garrafão. O pivô de 2,11m anotou sete pontos e conquistou seis rebotes somente somente nesse início de jogo. Outro destaque foi Alex. Na defesa, o ala teve grande atuação e, no ataque, anotou oito pontos.

O Brasil soube se impor bem diante da frágil equipe egípcia e encerrou a parcial com incrível vantagem de 27 pontos (37 a 10).

No segundo quarto, o desfile brasileiro se manteve. Enterradas se sucediam. Até o "baixinho" armador Raulzinho, de 1,85m, levantou a torcida presente no Palácio de Esportes de Granada quando cravou a bola na cesta.

Com sua equipe confortável no placar, Magnano aproveitou para fazer muitas rotações. Leandrinho entrou em quadra e passou a assumir o comando no ataque. Só neste quarto, o ala anotou 13 pontos.

Com o jogo dominado, o Brasil ampliou ainda mais a vantagem e fechou em 67 a 23.

A equipe de Magnano só baixou a intensidade do jogo no retorno do intervalo. No terceiro quarto, os egípcios tiveram tímida reação e conseguiram pelo menos igualar a partida. Neste período, o Egito venceu a parcial por um ponto de diferença, mas no acumulado, a larga vantagem ainda era do Brasil (91 a 48)

Ao fim, a equipe brasileira aproveitou para desfrutar da partida e exibir jogadas bonitas. No minuto final, o pivô Rafael Hettsheimer por exemplo enterrou a bola após uma jogada de ponte aérea que levou a torcida ao delírio.

No fim, o Brasil impôs a maior "goleada" desse Mundial ao fechar o jogo em 128 a 65.

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