O que parecia difícil de se repetir, vai acontecer. O Brasil vai enfrentar mais uma vez a Argentina em um mata-mata de uma competição importante no basquete masculino. Pelo segundo Mundial seguido, os dois arquirrivais vão jogar em um feriado de 7 de setembro (domingo, às 17h de Brasília), em jogo válido pelas oitavas de final da competição que acontece na Espanha. Dessa vez, porém, a seleção brasileira, pelo menos em teoria, entra como favorita.
Quinta-feira (4), no início da última rodada da primeira fase, o Brasil atropelou o Egito por 128 a 65, fazendo o placar mais elástico do Mundial até aqui e garantindo o segundo lugar do Grupo A - atrás apenas da anfitriã Espanha. Tudo indicava um confronto diante de Senegal ou Croácia, mas os africanos perderam das Filipinas por 81 a 79 no primeiro jogo do dia no Grupo B.
Na sequência, a Croácia fez 103 a 82 e eliminou Porto Rico. Assim, a definição do terceiro lugar da chave ficou para o jogo entre Grécia e Argentina. Os europeus, invictos, foram muito bem no primeiro tempo, mas quase cederam o empate no último quarto. No finalzinho, garantiram a vitória sobre o time do astro Luis Scola.
O pivô argentino é o segundo principal cestinha do Mundial, com 21,6 pontos - atrás apenas do porto-riquenho Barea -, e vai ter a chance de mais uma vez enfrentar a seleção brasileira, sua principal vítima. Scola fez mais de 17 pontos em todos os sete últimos clássicos oficiais dos quais participou. No Mundial de 2010, quando o Brasil perdeu da Argentina exatamente num 7 de setembro, ele anotou 37 pontos. Nas quartas de final das Olimpíadas de Londres em 2012, fez 17, na sua atuação mais discreta. Nesse meio tempo, na final do Pré-Olímpico de 2011, anotou 32.
Quem passar do clássico sul-americano entre Brasil e Argentina tem pela frente o vencedor da partida envolvendo Grécia e Sérvia - os brasileiros já venceram os sérvios na primeira fase. (o chaveamento do Mundial de basquete na página 10).