DIG Jaú/Divulgação |
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Mala da vítima foi encontrada a 400 metros de onde o corpo foi localizado; Ana Lúcia (acima) foi assassinada no dia 12 de julho |
O encontro de uma mala com roupas e objetos pessoais levou a Polícia Civil a identificar corpo localizado no dia 17 de agosto, em um córrego de Boraceia (41 quilômetros de Bauru), e a prender o autor do crime. A vítima é uma jovem de 26 anos, moradora de Bariri, que foi morta a facadas pelo homem com quem mantinha relacionamento amoroso há três anos. Além de homicídio, a polícia não descarta a hipótese de latrocínio.
Conforme divulgado pelo JC, o corpo, já em adiantado estado de decomposição, foi avistado por trabalhador rural no córrego do bairro Anhumas, próximo à rodovia César Augusto Sgavioli (SP-261), zona rural de Boraceia. A vítima, que a Polícia Científica constatou ser uma mulher, apresentava perfurações causadas por arma branca no tórax.
Policiais civis de Boraceia, sob comando do delegado Edmundo Ciro Vidal, passaram a investigar o caso em conjunto com a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú para, inicialmente, tentar identificar o corpo. De acordo com o delegado da DIG, Edmilson Bataier, a localização de uma mala, no dia 22, foi essencial para esclarecer o crime.
Ele conta que a mala de viagem estava em uma área de mata a aproximadamente 400 metros do local onde foi achado o corpo, ao lado de um canavial. Dentro dela, os policiais encontraram peças de roupas, objetos pessoais e um cupom fiscal no nome de Ana Lúcia Bueno Ferreira, de 26 anos, moradora de Bariri, o que ajudou a identificar a vítima.
Segundo Bataier, no mesmo dia, familiares dela foram ouvidos, confirmaram seu desaparecimento e contaram que, há cerca de três anos, ela mantinha relacionamento amoroso com Airton Clemente. “Os familiares falaram que ela saiu dizendo que ia fazer uma viagem com ele. Ele também foi ouvido, mas negou envolvimento no sumiço de Ana”, declara.
Provas
As evidências da participação de Airton na morte de Ana ficaram mais fortes, segundo o delegado da DIG, quando a polícia conseguiu imagens de câmeras de segurança que mostraram seu veículo, um Ford Ka, trafegando pela rodovia SP-261 no dia 12 de julho e gravações de conversas que ele manteve com ela no mesmo dia, pela manhã. Diante das provas, na quarta-feira (3) , ele teve prisão temporária decretada por trinta dias, foi detido e confessou o crime. “Ele se rendeu às provas que foram colhidas, a maioria provas técnicas”, declara. “Ele fala que o fato gerador seria o fato de ele tentar romper o relacionamento, coisa que ela não aceitava, e que, em razão disso, ela o estaria ameaçando”.
O crime
Airton contou ao delegado que era casado, mas mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima e chegou a alugar casa para ela no bairro Novo Horizonte, em Jaú. Após desentendimento, ela retornou para Bariri no dia 7 de julho. No dia 11, segundo ele, eles teriam passado a noite juntos em um motel.
No dia seguinte, ainda de acordo com a versão do acusado à polícia, eles teriam se encontrado novamente em Bariri e seguido em direção a Jaú. Na altura de Boraceia, ele alega que Ana teria lhe ameaçado de morte com uma faca e que, depois de acalmá-la, eles seguiram até uma estrada de terra.
Lá, segundo Airton, a vítima teria novamente o ameaçado e, durante luta corporal, ele diz que acabou desferindo duas facadas no peito dela. Quando percebeu que ela estava morta, teria arrastado seu corpo até o córrego, jogado sua mala em uma mata, a faca em um canavial e fugido. Ontem, a faca foi encontrada a cerca de 15 metros do local do crime.
Bataier explica que depende do resultado de alguns laudos para que o inquérito possa ser concluído. Ele afirma que trabalha com a possibilidade de latrocínio, já que alguns objetos da vítima teriam desaparecido, além de R$ 3 mil resultante da venda de uma moto, ocorrida no dia 7 de julho.
