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Ensino médio piora em 16 Estados e fica abaixo da meta do governo


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A qualidade do ensino médio público caiu em 16 Estados, incluindo São Paulo, e o desempenho nacional ficou abaixo da meta estipulada pelo governo federal, segundo a principal avaliação educacional do País.

 

O objetivo fixado pelo governo também não foi alcançado nos anos finais do ensino fundamental (9.º ano).

 

As constatações estão no Ideb, indicador federal que alia desempenho dos alunos em provas de português e matemática com taxas de aprovação.

 

A nota do País na rede pública, que concentra 85% das matrículas, permaneceu em 3,4. A meta para este ano era de 3,6. Na rede privada, a nota caiu de 5,7 para 5,4. Mas, diferentemente do sistema público, as particulares participam apenas dentro de uma amostra.

 

O ensino médio é visto por educadores como a etapa mais problemática de toda o sistema educacional. Essa etapa é, primordialmente, responsabilidade dos Estados. A União, porém, tem o papel de induzir e sustentar políticas para melhoria. Há dois anos, quando os dados de 2011 foram apresentados, o governo federal prometeu reformular o currículo, diminuindo o número de disciplinas. A mudança ainda não foi implementada.

 

O melhor Ideb do ensino médio foi o de Goiás (3,8), seguido por São Paulo, mesmo com a queda, e Rio Grande do Sul (3,7).

 

Outras séries

 

Nos anos finais do ensino fundamental público (6.º ao 9.º anos), a meta no Ideb era 4,1, mas o País ficou com 4.

 

Já nos anos iniciais do fundamental (1º ao 5.º), a nota melhorou (4,7 para 4,9) e a meta foi atingida.

 

Na avaliação do ministro Henrique Paim (Educação), “preocupa” o fato de o país não ter atingido a meta estabelecida para os anos finais do ensino fundamental. “Temos que analisar quais são os elementos que precisam ser trabalhados para a gente ter um melhor desempenho.”

 

O ministro também se manifestou sobre os resultados insatisfatórios para o ensino médio. “É uma unanimidade que precisamos rever o ensino médio. Temos ações no MEC, em conjunto com os Estados.”

 

Segundo ele, o governo precisa pactuar os currículos com os gestores locais, que têm autonomia. “A novidade é que, com o PNE (Plano Nacional da Educação), o MEC tem que coordenar esse processo. O MEC vai trabalhar para construir a base nacional comum”, diz ele.

 

Paim afirmou que os esforços mais antigos, feitos nos anos iniciais do ensino fundamental, surtiram efeitos, o que “faz com que nós possamos ter uma perspectiva de melhora nos anos finais e no ensino médio”.

 

Neste ano, o atraso na divulgação dos resultados do Ideb foi criticada por especialistas. Anteontem, o ministro Henrique afirmou que o atraso se explica pela maior quantidade de recursos apresentados pelas escolas, e que era preciso tomar muito cuidado com a divulgação dos resultados, que pode por “em xeque” as gestões locais.

 

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