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Inflação acelera e estoura a meta


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Após a quase estabilidade da inflação em julho (0,01%), o IPCA, índice oficial do País, acelerou e registrou uma alta de 0,25% em agosto. O aumento se deu diante do fim do ciclo de quedas expressivas dos preços dos alimentos e sob impacto de reajustes de energia elétrica. No mês, a energia elétrica subiu 1,76% e a alimentação recuou 0,15%. Os transportes registraram alta de 0,33%.

 

Segundo os dados do IBGE divulgados ontem, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 6,51% e voltou a superar o teto da meta perseguida pelo governo, que é de 4,5% e dois pontos de tolerância para mais ou menos. De janeiro a agosto, o índice soma um avanço de 4,02%. 

 

Ainda que em aceleração, o IPCA se mantém num patamar baixo diante dos primeiros meses deste ano, quando o preço dos alimentos e serviços dispararam. Em junho, a inflação subiu 0,40% e em março atingiu o maior patamar até agora, com alta de 0,92%.

 

GRUPOS 

 

No mês, os alimentos mantiveram a tendência de deflação. No entanto, segundo analistas, o pico do movimento de queda ficou em meados de agosto e já existem pressões em setembro.

 

O grupo transportes avançou na esteira dos aumentos de passagens aéreas (10,16%) e gasolina (0,30%), ambos itens com retração em julho.

 

Além desses itens, o empregado doméstico passou a ter um custo mais elevado às famílias, com aumento de 1,26%. Ao lado da energia, foi o item que mais pesou na inflação de agosto.

 

META 

 

Economistas estimam um IPCA muito próximo de 6,5% neste ano e parte do mercado não descarta o estouro da meta no índice consolidado de 2014, se a economia mostrar um desempenho melhor neste segundo semestre - após a recessão vivida nos dois primeiros trimestre do ano, quando o PIB caiu.

 

Sob impacto negativo da Copa, da freada do consumo das famílias e forte retração dos investimentos, o PIB brasileiro caiu 0,6% no segundo trimestre na comparação com os três primeiros meses deste ano. 

 

Como o resultado do primeiro trimestre foi revisado para queda de 0,2% (contra alta de 0,2% informada anteriormente), segundo parte dos economistas, o país entrou em recessão técnica. 

 

Se o consumo reagir, os preços de serviços e bens duráveis (veículos, móveis e eletrodomésticos) podem voltar a acelerar, dizem economistas. Outro ponto de incerteza são os reajustes que serão autorizados para as distribuidoras de energia, especialmente no Rio de Janeiro (maior região ainda sem aumento). 

 

Também já há uma sinalização do governo de que poderá aumentar o preço da gasolina, congelado desde o final do ano passado.

 

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