Internacional

Iraque aprova projeto de coalizão; EI tem até descendente de brasileiro

Estadão Conteúdo
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O projeto do presidente Barack Obama de criar uma coalizão internacional contra os jihadistas do Estado Islâmico constitui uma forte mensagem de apoio ao Iraque, declarou ontem o ministro das Relações Exteriores iraquiano.

 

“Acolhemos favoravelmente o projeto”, declarou Hoshyar Zebari, acrescentando que seu país pediu em várias ocasiões a seus aliados internacionais que ajudassem a fazer frente à ameaça jihadistas, não apenas para os povos do Iraque e da região, como também para a Europa, Estados Unidos e os países da Otan”.

 

Brasileiro

 

Em janeiro de 2013, Brian de Mulder deitou-se ao lado da irmã e disse que a amava, mas que não podiam mais se ver. Nascido na Bélgica, filho de uma imigrante brasileira, o garoto voou a Istambul e, de lá, chegou à capital síria.

 

Hoje, Brian, 21 anos, já não responde pelo nome belga. Ele é chamado, nas fileiras da milícia radical EI (Estado Islâmico), de Abu Qassem Brazili Abu Qassem Brasileiro, em tradução do árabe.

 

A despeito do nome de guerra, Mulder não é conhecido no Brasil. Esse jovem, porém, é constantemente citado pela mídia belga, e sua biografia tornou-se um dos exemplos mais assustadores de um pesadelo europeu.

 

O grupo de inteligência Soufan estimava, no fim de maio, 12 mil estrangeiros entre os combatentes na Síria, 3.000 deles vindos do Ocidente. A Bélgica tem a maior proporção deles, em relação à sua população total (250 a cada 1 milhão de pessoas). O número deve ser maior, agora, após os avanços do EI. Mulder teve criação católica e não tinha, até recentemente, nenhum vínculo com a causa dos militantes que lutam, na Síria.

 

Atlético, ele usava um crucifixo no pescoço, presente de sua mãe durante a infância, e ouvia as músicas de Roberto Carlos. Até que o jovem foi dispensado do time de futebol local pelo qual jogava.

 

A mãe, Rosana Rodrigues, nascida no Rio, narrou em entrevistas o caminho percorrido pelo filho, da depressão a uma mesquita na Antuérpia, aonde foi levado por amigos marroquinos.

 

Quando o rapaz sumiu, há mais de um ano, a mãe, Rosana, procurou a imprensa e pediu à presidente Dilma Rousseff que lhe ajudasse a trazer o filho de volta para casa. Mulder não foi registrado no consulado do Brasil e, assim, ainda não tem nacionalidade brasileira.

 

O garoto escreveu aos parentes que “vocês não são mais a minha família” e que “meus irmãos muçulmanos são minha família”. O nome “Brazili” é citado, na mídia belga, como o de um dos terroristas mais renomados no EI.

 

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