A explosão de uma bomba em um restaurante fast-food próximo a uma estação de trem subterrânea na Capital chilena, Santiago, feriu pelo menos 10 pessoas ontem, e o governo afirmou haver sinais de um ato “terrorista”.
A explosão aconteceu na hora do almoço em um pequeno shopping center e praça de alimentação próximos à estação Escuela Militar do metrô no bairro residencial e comercial de Las Condes.
“Este é um ato covarde, pois tem como objetivo ferir pessoas, criar medo e até mesmo matar pessoas inocentes”, disse a presidente Michelle Bachelet.
“Nós vamos usar todo o peso da lei, incluindo a lei antiterrorista, porque os responsáveis “por esses atos têm que pagar”, completou ela.
As leis antiterrorismo garantem mais poderes aos promotores e permitem sentenças mais severas. “Este é um feito que tem todas as marcas de um ato terrorista”, afirmou Alvaro Elizalde, ministro e porta-voz do governo.
O ministro do Interior, Mahmud Aleuy, disse que câmeras de segurança mostraram que dois suspeitos armaram o dispositivo explosivo e fugiram em um carro. Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.
“Às 14h um artefato explosivo foi detonado no centro (mini-shopping center) ao lado da estação de metrô, e no momento as investigações estão sendo feitas para determinar a origem”, afirmou Mario Rozas, chefe de comunicação da polícia. Nenhum dos feridos teve lesões potencialmente fatais.
Uma série de artefatos explosivos já foi instalada perto de bancos e delegacias de polícia nos últimos anos. Em um dos casos um membro de um grupo de anarquista foi morto e outro ficou ferido quando os dois tentavam acionar o dispositivo.
Autoridades de saúde locais disseram que um homem venezuelano na casa dos 30 anos sofreu um trauma na perna e uma mulher teve pelo menos um de seus dedos amputados. Outros sofreram perdas auditivas.
“Eu estava almoçando, ouvi o barulho e saímos para ver e vimos muita fumaça, pessoas correndo e gritando”, disse Joanna Magneti, que trabalha no shopping center.
“Um rapaz estava gravemente ferido, e uma mulher tinha ferimentos na mão”, afirmou.
O Chile comemora nesta semana o 41º aniversário do golpe militar de 1973, que removeu do poder o presidente socialista Salvador Allende.
Tradicionalmente, a data é marcada por protestos que às vezes se tornam violentos.
Uma série de artefatos explosivos já foi instalada perto de bancos e delegacias de polícia nos últimos anos. Em um dos casos um membro de um grupo de anarquista foi morto e outro ficou ferido quando os dois tentavam acionar o dispositivo.
Em julho, um artefato incendiário explodiu em um trem subterrâneo sem que ninguém ficasse ferido.
O metrô estava operando normalmente após a explosão, embora a estação Escuela Militar estivesse fechada, afirmou a polícia.