Esportes

Futebol Feminino amador Luta para vencer dentro e fora de campo e ter mais apoio

Mariana Gasparini
| Tempo de leitura: 2 min

Divulgação

A equipe viaja todos os finais de semana representando Bauru por todo o Estado

No País em que o futebol é o esporte mais popular, a realidade não é a mesma para homens e mulheres. Isso porque o futebol feminino não é tão valorizado e nem divulgado como a modalidade praticada pelo sexo oposto, ainda mais quando se é amador.


Em Bauru, o cenário não é diferente. Segundo a Secretaria de Esportes e Lazer do município (Semel), dos 55 clubes de futebol amador existentes no município, apenas um é feminino: o Gallatha Zaray.


O clube, cujo nome faz alusão ao time turco Galatasaray SK, tenta driblar as dificuldades do esporte para se manter.


Riciene Alexandre, 28 anos – treinadora, fundadora e uma espécie de “faz tudo” da equipe -, explicou que sempre teve vontade de treinar um time desde quando jogava. “Sempre amei o esporte e queria comandar um time próprio. Quando a Liga Bauruense de Futebol Amador (LBFA) abriu vaga para criação do clube feminino, em 2005, não pensei duas vezes”, conta.


Vários títulos


Com, aproximadamente, trinta meninas de 13 a 30 anos, a equipe viaja todos os finais de semana representando Bauru por todo o Estado (Jogos Regionais, Jogos Abertos e campeonatos da Liga Nacional de Futebol) e já soma mais de nove títulos em torneios desde que surgiu. Entre eles, o primeiro lugar da Liga Bauruense de Futebol Amador feminino, em 2008.


Apesar da variação de idade, todas têm a chance de vestir a camisa do time nas cores laranja, branco e preto e jogar. “Disputamos campeonatos de futebol de campo e de quadra. As meninas jogam mescladas ou separadas pela idade, depende das regras”, diz Riciene que também é a responsável pelos treinos.  


Falta apoio


Mesmo com vários títulos conquistados, Riciene lamenta a falta de apoio à modalidade feminina. “Por ter mais visibilidade, as pessoas ajudam mais os times masculinos. Mas nós também precisamos de ajuda. Arco com todos os gastos da competição, uniforme e refeições e, quando não dá, as atletas fazem ‘vaquinha’ para pagar algum custo extra, já que muitas sonham em ser profissionais”, destacou.

Ainda, segundo ela, a Semel disponibiliza os lugares para treinamento (campo Distrital Toninho Guerreiro, no Mary Dota, e Quadra Poliesportiva na Nuno de Assis) e um ônibus para as viagens.


O secretário de esportes, Roger Barude, disse que a Semel ajuda o time quando tem recursos disponíveis e quando solicitada. “Temos um custo grande com outras áreas do esporte, mas seria interessante se as empresas também pudessem ajudar os times amadores e aí, quem sabe, surgiriam outras equipes femininas em Bauru”, diz.

 

Comentários

Comentários