No exercício de nossa profissão, raro é o dia em que não passamos pelos bairros e periferia da cidade e a cada passagem nos deparamos com situações divergentes dos conceitos de cidadania. O desrespeito, o atrevimento, o vandalismo, a desocupação e o descaso são realidades predominantes incontroláveis e insuportáveis que prejudicam toda nossa cidade de formas variadas. Cidades com este tipo de divulgação não recebem verbas, não atraem indústrias, comércios e outras fontes de arrecadações, acarretando prejuízos financeiros e danos físicos ao município.
Ataques a patrimônios públicos e particulares, pichação, furtos, roubos, assaltos desenfreados, lixo por toda parte, veículos estacionados sobre passeios e entradas de garagem, veículos que passaram a ocupar duas vagas em áreas controlada pagando somente por uma e outros que nem mesmo por uma pagam. Assistimos todo santo dia a quilômetros de mangueiras lavando metros e metros de calçadas, ruas e veículos, ignorando os que sofrem pela falta d?agua em suas torneiras. Preocupante, e o mais grave: é rotina! Por que preocupante? Porque não se trata da falta de fiscalização ou manutenção. Como já citamos, por profissão viajamos pelos quatro lados da cidade, e o que vemos é sujeira, lixo, entulho e muita, muita porcaria. Temos observado trabalhadores e máquinas de outros setores efetuarem esse tipo de limpeza ao menos um dia por semana. E acreditem! Em menos de 24h novas remessas de porcarias dejetadas lá estão, prontinhas para mais uma caçambada. Quando visitamos ou passamos por outras cidades de nosso Estado, observamos a limpeza em seus entornos e podemos afirmar que Bauru abriga hoje um número muito maior de pessoas despreparadas, sem consideração e condição de conviver em meio a coletividade.
E que pessoas são essas? São aquelas que descartam seus lixos em frente a outras residências, atirando pelos barrancos que margeiam rodovias, jogando nos acostamentos, emporcalham os leitos dos rios e córregos que banham o município, em terrenos baldios, na própria rua, canteiros de avenidas e em caçambas reservadas unicamente para a coleta de entulhos. O que fazer? Educar e conscientizar essa gente de que as mais variadas formas de vidas neste lindo planeta com o qual Deus nos presenteou só são possíveis devido ao divinal e permanente equilíbrio químico existente na atmosfera transformando e fornecendo as principais fontes de nossa existência - a água e oxigênio.
As constantes agressões sofridas pelo meio ambiente contribuem em larga escala para a escassez da água, já rara em muitas regiões, a transformação do oxigênio em gases poluentes e, por consequência, o fim da vida! Muitas pessoas dizem que vai levar um tempo pra que isso aconteça e que quando acontece, já não estarão por aqui: egoísmo ou covardia? Se mantivermos acelerado esse ritmo de autodestruição, atingiremos o fim dos tempos muito antes do que se imagina. Lembre-se! As vidas e o bem-estar de nossos filhos, netos e de toda geração que ainda virá vão depender do quanto habitável deixaremos o planeta.
Nivaldo Rezende - Corretor de imóveis em Bauru.