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Polícia Civil de Goiás descarta homofobia em morte de jovem gay

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

A Polícia Civil de Goiás descartou ontem que a homofobia tenha sido a motivação para o assassinato de João Antônio Donati, 18 anos, homossexual encontrado morto na quarta-feira com hematomas no rosto e sacos plásticos na boca em Inhumas, região metropolitana de Goiânia.

 

“Pelas circunstâncias do crime, por ora a homofobia está descartada”, disse o delegado Humberto Teófilo de Menezes Neto, responsável pela investigação.

 

As polícias Civil e Militar de Goiás prenderam anteontem um lavrador de 20 anos suspeito de matar Donati. Segundo a polícia, ele confessou e disse que o crime aconteceu após um desentendimento entre os dois.

 

O lavrador e a vítima teriam tido uma relação sexual num terreno baldio após um encontro casual na rua. Depois disso, eles discutiram e lutaram. Ainda segundo o relato à polícia, o suspeito aplicou um golpe que levou Donati a desmaiar. Em seguida, encheu a boca da vítima de sacos plásticos que estavam no terreno e fugiu. Para o delegado, a homofobia seria caracterizada caso o crime tivesse sido cometido por causa de ódio contra os gays.

 

O antropólogo Luiz Mott, 68 anos, fundador do Grupo Gay da Bahia, discorda. De acordo com ele, a crueldade e o uso de violência múltipla são características dos crimes de ódio. “Obviamente é um crime homofóbico”, disse. “Foi a condição homossexual do menino que levou ao crime.”

 

Apesar de o lavrador ter confessado o assassinato, o delegado informa que ainda tem 30 dias para reunir mais provas, apurar a veracidade das informações e concluir o inquérito policial.

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