O juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná, determinou que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa se apresente amanhã para prestar depoimento na CPI do Congresso que investiga o desvio de dinheiro da estatal e o pagamento de propina a políticos. Em despacho assinado ontem, Moro afirma que Costa, que está preso em Curitiba, deve ser levado a Brasília sob escolta da Polícia Federal.
O juiz determina ainda que “deve ser evitada a utilização de algemas na apresentação do preso”, uma vez que Costa não é acusado de crimes praticados “com violência ou grave ameaça”. A determinação foi enviada ao Senado ontem. Moro determina que a escolta de Costa dentro do Congresso seja ser feita pela PF, caso haja permissão da Casa, ou pela Polícia do Senado.
A CPI precisou pedir autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ouvir Costa, que firmou um acordo de delação premiada na esteira da Operação Lava Jato. Delação premiada ou colaboração com a Justiça é a figura jurídica que prevê a redução de pena quando um réu fornece informações que possam esclarecer outros crimes. A expectativa é que o ex-diretor da Petrobras dê detalhes e explique aos membros da CPI a suposta participação dos envolvidos.
Em apoio ao pré-sal, manifestantes caminham até a sede da Petrobras
Cerca de 500 manifestantes se reuniram ontem na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, em apoio a exploração do pré-sal. O “Ato em Defesa do Pré-Sal” foi organizado pelo Federação Única dos Petroleiros (FUT), Central Única dos Trabalhadores (CUT), entre outras centrais sindicais e movimentos sociais.
Uma das principais estrelas do ato, o ex-presidente Lula chegou pouco depois do meio-dia, quando os manifestantes começaram a caminhar em direção à sede da Petrobras, na avenida Chile. Um palco foi montado no local para o discurso do ex-presidente.
Entre os manifestantes estão metalúrgicos, petroleiros, bancários, químicos, enfermeiros e líderes de outras categorias. Nos discursos, ataques à direita, que, segundo eles, tentou impedir o avanço da Petrobras.
No trajeto, manifestantes seguram bandeiras da CUT, do PT e de outros partidos, como PC do B, PDT e PRB, do senador e candidato ao governo, Marcelo Crivella.
O objetivo do ato é alertar a sociedade para os riscos que sofre o projeto de desenvolvimento em curso no País, em função dos ataques contra o pré-sal e a Petrobras. Contudo, a defesa da camada de petróleo ficou em segundo plano. Os discursos se centraram em pedidos de votos a candidatos do PT e a reivindicações sindicais.
Os manifestantes também pedem o controle social da mídia, medida defendida pelo PT. “Vamos dar um recado a essa elite raivosa que tem ódio da classe trabalhadora. Vamos defender o pré-sal”, disse o presidente do sindicado dos metalúrgicos do Rio.