Internacional

Premiê implora para que Escócia permaneça


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O primeiro-ministro britânico ontem seu último apelo apaixonado em terras escocesas para defender a unidade do Reino Unido, faltando três dias para o referendo sobre a independência da Escócia.

 

“Por favor, fiquem, eu imploro a vocês, não rompam com esta família”, pediu David Cameron em um discurso de 15 minutos em que alternou elogios, ameaças explícitas e promessas, no palácio de convenções de Aberdeen, porto petrolífero no nordeste da Escócia.

 

Diante de 800 pessoas totalmente favoráveis à manutenção desta região no Reino Unido, ele elogiou tudo o que foi alcançado em 307 anos, a idade do Tratado de União, nos campos da ciência, literatura, esportes, etc.

 

Em seguida lançou uma advertência: “Não haverá volta”, se os escoceses votarem pela independência, não haverá moeda comum, nem aposentadoria comum, nem passaportes comuns.

 

Finalmente, ele prometeu delegar mais poderes ao Parlamento regional escocês se o ‘Não’ prevalecer. Reconhecendo a força do voto anticonservador nesta região voltada para a esquerda, ele chegou a afirmar que não seria premiê indefinidamente. “Se vocês não gostam de mim, não vou estar aqui para sempre”, disse.

 

No entanto, “se a Escócia votar sim (à independência), o Reino Unido vai se partir, e nossos caminhos vão se separar, para sempre”, acrescentou.

 

Para Wanterbberin Gil­liam, de 39 anos, presente no salão, “Cameron fez a coisa certa ao vir para cá, e não ficar em Londres”.

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