Cultura

Banda Soul Station faz tributo a Jimi Hendrix

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 4 min

Divulgação

O tributo é a concretização de um projeto há muito tempo planejado por Frederico, da banda Soul Station

Um dia após a morte de Jimi Hendrix completar 44 anos, a banda bauruense Soul Station reúne convidados no palco do Armazén Bar, a partir das 23h, para celebrar a memória e o legado do “deus” da guitarra. O tributo “One Night For Jimi” vai percorrer a obra de um dos artistas mais influentes de sua geração, dono de um estilo original e revolucionário de tocar e marcado pelo pioneirismo e inovação de técnicas. Hendrix, além disso, é imagem icônica do rock e, com performances viscerais, chegou a chocar os padrões da época, incendiando e destruindo a guitarra, muitas vezes, literalmente.


A Soul Station, formada por Frederico Vannini (guitarra e voz), Caio Boca (bateria e voz) e Adriano Vannini (baixo), recebe os convidados André Alcântara, Bruno Barude, David Calleja, Dimas Horne, Eduardo Fescina, Guilherme Alquati, João Ribeiro, Luiz Manaia (Ralinho), Manu Saggioro, Mr. Fabian, Paulinho Saca e Tiago Silva. A intenção é render homenagem a um músico que, quase 50 anos após sua morte, segue como referência para guitarristas e serviu de inspiração para muitas bandas que vieram depois.


O tributo é a concretização de um projeto há muito tempo planejado por Frederico. “Tenho paixão por Jimi Hendrix desde que comecei a tocar guitarra. Ganhei um CD do Carlinhos Faria, que trabalhava na Discoteca de Bauru, ouvi e quase que eu não gostei”, diverte-se. “Só de umas três músicas eu gostei de primeira. Só que estas eu não parava de ouvir”, brinca Frederico. Porém, quanto mais foi conhecendo Hendrix, mais aumentou a admiração pelo guitarrista. “Isso foi crescendo até eu decidir que precisava fazer alguma coisa em Bauru para celebrar. Daí resolvi chamar músicos da cidade para fazer com a gente”, explica o guitarrista.


De ideia, a vontade se transformou em ação. Com sua banda, a Soul Station, definiu o local do tributo e passou a fazer os convites. Frederico diz que ficou surpreso com a empolgação dos músicos com a homenagem a Hendrix. “Não sabia que o pessoal curtia tanto. Está sendo muito legal mesmo”, festeja. A responsabilidade de tocar as músicas de um cara que desafiava os limites da guitarra e do próprio corpo em suas performances é também motivo de deleite para os bauruenses.

“É muito prazeroso. E muita gente está falando o mesmo, empolgado. Em Bauru, nunca vimos ninguém fazendo algo assim”, aponta Frederico. Porém, fazem questão de dizer que o tributo é uma homenagem e não tem pretensão de copiar Hendrix. “Muita gente se fantasia de Hendrix para imitá-lo. Nós vamos fazer com a nossa cara, com a cara dos músicos aqui de Bauru, que já são consagrados. Queremos fazer uma singela homenagem ao Jimi Hendrix”, ressalta Adriano.


Revezamento


De um repertório inicial elaborado pela Soul Station, o setlist do tributo evoluiu para uma mescla do que a banda e convidados mais apreciam de Hendrix. “Fizemos uma seleção das músicas que mais curtimos. Mas, falando com as pessoas, elas foram dando ideias, isso que achamos legal. Muita gente curte o Jimi e acabou mudando o repertório que a gente tinha feito”, declara Frederico.


Com mais de 30 músicas no setlist da noite, a Soul Station, idealizadora do tributo, permanece no palco e os convidados vão se revezando de acordo com as músicas na homenagem ao guitarrista.

Solando

A admiração de FredericoVannini por Jimi Hendrix é tanta que o músico bauruense não perdeu a oportunidade de visitar o túmulo do ídolo em Seattle e tocar entre as sepulturas do Greenview Memorial, local onde os ágeis dedos do guitarrista descansam. “A guitarra que vou usar na noite do tributo eu levei até o túmulo do Jimi Hendrix. Sentei lá e toquei por horas. Também tatuei a imagem dele nas costas. Sou fã demais”, admite.

Biografia

Jimi Hendrix nasceu em Seattle, EUA, em 27/11/1942, e morreu em Londres, na Inglaterra, em 18/9/1970, aos 27 anos. Músico, compositor e produtor, além de guitarra, também tocava baixo, teclado, percussão e era vocalista. Em sete anos de carreira (1963-1970), com seu estilo único e revolucionário, tornou-se um dos músicos mais influentes e mudou a concepção do que se poderia fazer com uma guitarra.

No cinema

Jimi Hendrix terá sua vida contada em biografia cinematográfica. O filme “Jimi: All Is By My Side”, que deve estrear em breve no Brasil, escrito e dirigido por John Ridley (12 Anos de Escravidão) e estrelado por Andre 3000, do Outkast, contará a história do guitarrista no período em que se mudou-se para Londres. O filme baseia-se em entrevistas recentes e material de arquivo.

  • Serviço

  • O Armazén Bar fica na Rua Quintino Bocaiúva, 2-20. Informações: (14) 3226-2016.

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