Cidades e indústrias do Interior de São Paulo querem usar mais água do sistema Cantareira devido à baixa vazão dos rios da região do PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí), causada pela escassez de chuva. Eles pedem ao menos 5 m³/s de água do Cantareira para a região. Atualmente, o sistema envia 4 m3/s para a região de Campinas, e cerca de 19 m3/s para a Grande São Paulo.
O Consórcio PCJ, associação que reúne prefeituras, empresas e entidades de 43 cidades do Interior, diz, em nota divulgada ontem, que várias cidades estão enfrentando “severas dificuldades” para captar água.
“Campinas, por exemplo, só o está fazendo porque o município de Jundiaí está deixando de captar água no rio Atibaia durante quatro horas no dia para não prejudicar a captação da Sanasa (empresa mista de água e esgoto de Campinas).”
Nesta semana, Santo Antônio de Posse, cidade de 22 mil pessoas na região metropolitana de Campinas que está sob racionamento, decretou emergência. Valinhos, cidade de 118 mil habitantes que capta água no rio Atibaia antes de Campinas, raciona água desde o início do ano.
Terceira maior cidade do Estado, Campinas capta, em média, 3,4 m³/s do Atibaia, que abastece cerca de 95% da cidade. Às 16h de ontem, a vazão do rio a cerca de 1 km do ponto de captação da Sanasa era de 3,5 m³/s.
Com capacidade de reservar água por apenas seis horas, Campinas terá de entrar em racionamento caso o nível de água do Atibaia fique abaixo do necessário para abastecer a população.