Internacional

Obama admite que EUA subestimaram ameaça do grupo Estado Islâmico

Agence France-Presse
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O presidente dos EUA, Barack Obama, admitiu neste domingo (28) que os Estados Unidos subestimaram a oportunidade que uma Síria em conflito oferece aos combatentes jihadistas na hora de se reagrupar e reaparecer repentinamente em cena.

Obama disse à rede CBS que os ex-combatentes da Al-Qaeda expulsos do Iraque pelos Estados Unidos e tropas locais puderam se reunir na Síria e integrar o grupo Estado Islâmico.

Uma coalizão de aliados ocidentais e árabes liderados pelos Estados Unidos iniciou uma campanha para combater o grupo, atacando alvos no Iraque e na Síria, que Obama descreveu como "marco zero para os jihadistas de todo o mundo".

"Acredito que nosso chefe da comunidade de inteligência, Jim Clapper, sabe que subestimaram o que está acontecendo na Síria", disse o mandatário em referência a seu diretor nacional de inteligência.

Quando foi perguntado se Washington também sobrevalorizou a habilidade e a vontade dos militares iraquianos treinados pelos Estados Unidos para combater os jihadistas, Obama disse: "Isso é verdade. É totalmente verdade".

O presidente também disse que a propaganda do grupo Estado Islâmico está sendo "muito inteligente", com o uso das redes sociais e com o aliciamento de novos recrutas na Europa, nos Estados Unidos e na Austrália, assim como em países muçulmanos, "que acreditam no jihadismo sem sentido".

O presidente acrescentou que parte da solução será militar, mencionando os ataques liderados pelos Estados Unidos contra os recursos e o território do EI, e ressaltou que Síria e Iraque terão que resolver suas crises políticas. Desde a retirada das tropas americanas de seu território, o Iraque continua dividido, com a população sunita isolado por um governo xiita autoritário, enquanto a Séria vive em guerra civil desde 2011.

A entrevista de Obama no programa "60 minutos" da CBS será transmitido neste domingo.

 

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