A laje de uma serralheria desabou na manhã desta segunda-feira (29), em Bauru, minutos após o serralheiro deixar o local. Ninguém ficou ferido.
A Defesa Civil atribui o acidente a problemas estruturais da construção e à chuva que atingiu Bauru. O local, assim como uma residência nos fundos, foi interditado.
A ocorrência foi registrada por volta das 11h15, na quadra 4 da rua Celio Daibem, no Jardim Santa Clara, em um imóvel comercial próximo ao viaduto Antonio Eufrásio de Toledo. Segundo o serralheiro Eduardo Benedito de Britto, 43 anos, ele havia deixado o estabelecimento cerca de dez minutos. “Nem deu tempo de sentar à mesa e os vizinhos chegaram em casa, gritando que tinham ouvido um forte estrondo dentro da oficina”.
A laje cedeu por completo e caiu sobre os materiais e equipamentos do serralheiro. “A parte que ficou no chão caiu bem onde eu estava trabalhando. Foi por muito pouco que eu não morri”, comenta.
Eduardo conta que a laje começou a apresentar ondulações na sexta-feira passada, no mesmo dia em que criminosos teriam tentado invadir o estabelecimento pelo telhado. A versão é reforçada pela vizinha, que ouviu a movimentação de pessoas no local.
Infiltração
A suspeita é de que os ladrões tenham quebrado algumas telhas do imóvel, o que favoreceu a entrada de água da chuva. Eduardo, no entanto, sustenta que o acidente ocorreu, principalmente, por problemas estruturais que já existiam quando ele alugou o prédio, há cerca de um mês.
“A laje já estava cedendo e eu avisei o proprietário. Agora, quero ver como vão fazer para, porque meus equipamentos estão todos aí e eu não posso parar de trabalhar”, reclama.
Segundo a Defesa Civil, havia, de fato, rachaduras preexistentes no imóvel, mas a chuva que se infiltrou pelas telhas quebradas pode ter contribuído para o desabamento. “Além disso, o comerciante tinha religado o registro e enchido a caixa d’água, que ficou por muito tempo desativada. Isso acrescentou o peso de uma tonelada a mais sobre a laje”, comenta o coordenador do órgão, Álvaro de Brito.
A serralheria foi interditada e deverá ser demolida nos próximos dias por uma empresa que já teria sido contratada pelo proprietário.