Após uma assembleia realizada na noite de ontem, bancários de Bauru decidiram aderir à greve aprovada pela categoria em âmbito nacional. Eles rejeitaram, mais uma vez, a proposta feita pelos bancos para os reajustes salariais.
No último sábado, as instituições financeiras propuseram aumento de 7,35%, informa Fábio Ernani Heubel, diretor do Sindicato dos Bancários (Conlutas).
Três dias antes, ou seja, na última quinta-feira, a proposta era de 7%, que também foi desaprovada pela categoria.
Em Bauru, a reivindicação é por reajuste de 35%, percentual que contempla a inflação do período, perdas salariais desde o governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso e mais 10,5% relativos à média da produtividade dos maiores bancos do País nos últimos 12 meses.
Já a proposta dos bancos, seguindo a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), prevê um aumento real (acima da inflação) de 0,94%.
Contudo, os sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) querem um valor diferente: reajuste real de 5,8%.
Reivindicações
Mas, em Bauru, a entidade é ligada à Conlutas, que também reivindica Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) linear, ou seja, que 25% do lucro líquido de cada banco seja rateado entre os funcionários.
Além do reajuste salarial, entidade luta, ainda, para que todos os benefícios - como vales-alimentação, refeição e auxílio-creche - sejam corrigidos em 35%.
Também pede isonomia nos bancos públicos, contratação de mais bancários, fim do assédio moral para o cumprimento de metas de produção e estabilidade no emprego para funcionários de bancos privados.
Por não ser contemplado, o Sindicato dos Bancários espera que a maior parte dos 3,5 mil funcionários de sua base cruzem os braços a partir de hoje, paralisando as atividades na maior parte das agências. São 60 em Bauru e 98 pela região .
No ano passado, a paralisação dos bancários levou 23 dias para ser encerrada.