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Para amigos e familiares, sequestrador de Brasília era um "cara pacato"

Folhapress
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 Amigos e familiares de Jac Souza dos Santos, que manteve refém por mais de sete horas um funcionário de um hotel em Brasília, durante a manhã e a tarde de ontem, contam que o jovem de 30 anos nunca aparentou ter problemas psíquicos e era uma pessoa tranquila. 

 

Santos libertou o mensageiro José Ailton, 55 anos, e se entregou à polícia por volta das 16h. Não houve feridos. Santos estava armado e fez com que um funcionário do hotel St. Peter usasse um colete em que supostamente estaria material explosivo. 

 

A polícia chegou a afirmar que tinha 98% de certeza de que os explosivos eram verdadeiros. Policiais suspeitavam que o explosivo seria dinamite. No entanto, com o fim do sequestro constatou-seu que a bomba e a arma eram falsas.

 

José Alves de Souza, tio de Jac Santos, acompanhou o sequestro pela televisão e disse estar chocado com o ocorrido. “Ele sempre foi um menino tranquilo, nunca deu trabalho. Nunca esperamos ver o que estamos vendo agora”, disse, quando a ação ainda não tinha chegado ao fim. Foi ele quem socorreu a mãe de Jac, Lourdes Souza, quando ela foi informada da situação do filho. 

 

Segundo o tio, Santos nasceu e cresceu no município de Combinado, no sudeste do Tocantins. Irmão caçula de quatro filhos, de acordo com o familiar, Jac tem muitos amigos na cidade onde sempre morou. 

 

Um dos amigos de infância dele, Deibson Moreira de Araújo, estudou com Santos da 7.ª série ao ensino médio. Foi ao pai dele que o jovem teria contado sobre a viagem à Brasília. “No escritório, ele deixou para a mãe uma carta de duas páginas. A carta tinha um tom de despedida e era um pedido de desculpa, mas não especificava o que ele ia fazer ou se ele ia fazer algo”, disse. 

 

Araújo contou que o amigo nunca se envolveu em brigas e aparentemente era um “cara pacato”. Disse, no entanto, que na adolescência ele teve episódios de “agressividade consigo mesmo”. 

 

Santos está envolvido com a política local e trabalha em um comitê eleitoral. Em 2008, foi candidato a vereador.

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