Internacional

Líderes de protestos em Hong Kong aceitam negociar com o governo

Folhapress e Reuters
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Os líderes estudantis do movimento pró-democracia em Hong Kong concordaram ontem em discutir com o governo suas reivindicações, mas garantiram que a renúncia do chefe do Executivo da cidade é “uma questão de tempo”.

“A Federação dos Estudantes de Hong Kong participará de uma reunião pública com a secretária de Estado Carrie Lam”, declarou o grupo em um comunicado depois de o chefe do Executivo, Leung Chun-ying, ter estendido sua oferta de diálogo.

No entanto, o grupo afirmou que a renúncia de Leung é “uma questão de tempo”, criticando fortemente a sua decisão de permitir que a Polícia usasse gás lacrimogêneo contra manifestantes pacíficos no início desta semana.

“Leung já perdeu toda a sua integridade e traiu a confiança do povo. Ele não apenas negou ao povo uma reforma política genuína, como também ordenou um violento ataque contra manifestantes pacíficos com gás lacrimogêneo. Sua renúncia é apenas uma questão de tempo”, afirmou a federação.


Não renunciarei

Leung Chun-ying convocou uma coletiva para afirmar que “não renunciarei porque tenho que continuar com o trabalho” da reforma eleitoral.


Tensão aumenta

No entanto, a tensão aumentou quinta-feira (2) com a divulgação nas redes sociais e na televisão de imagens de policiais se abastecendo com um barril de balas de borracha e de outro que poderia conter bombas de gás lacrimogêneo.

“Quando mais gente estiver aqui, mais seguros estaremos”, disse à AFP Heiman Chan, de 25 anos, que compareceu à manifestação diante da sede do governo e do Conselho Legislativo após ver essas imagens no Facebook.

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