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Sérgio Marone e Juliana Martins são os protagonistas do espetáculo inspirado no cinema |
A comédia romântica “Eu te Amo”, com os atores Sérgio Marone e Juliana Martins, será apresentada nesta sexta-feira (3), a partir das 20h30, no Teatro Municipal Celina Lourdes Alves Neves. A peça é uma adaptação do filme de mesmo nome, de 1981, de Arnaldo Jabor, que também foi responsável pelos ajustes no texto para a montagem teatral.
“Eu te Amo” traz a história de Paulo e Maria, ambos vivendo momentos conturbados em suas vidas, com desilusões amorosas e fracassos profissionais, que, até por isso, se identificam e criam personagens para viver um amor que a realidade nunca permitiria.
Na peça, os personagens se conhecem pela Internet. Ela finge ser Mônica, uma garota de programa. Ele se passa por rico. Na verdade, ela é formada em Letras, nunca conseguiu emprego na área e trabalha em uma loja de chocolates. Seu único relacionamento estável é com um homem casado. Ele se define como um cineasta interrompido, mas tem apenas uma produtora falida. Além disso, acaba de ser abandonado pela esposa, uma atriz.
Ambos em momentos melancólicos, com suas máscaras partem para uma fantasia que a ficção criada não conseguirá sustentar por muito tempo, já que não podem enganar a si próprios. Em entrevista ao Jornal da Cidade, Marone, que vive Paulo nos palcos desde o início deste ano, comenta sobre a atualidade do texto, que tem mais de 30 anos, a experiência de trabalhar com dois diretores e a adaptação para o teatro, que deixou o clima de “Eu te Amo” mais leve, trazendo o texto dramático para uma comédia romântica que tem grande identificação com o público.
Jornal da Cidade - A peça pode ser classificada como comédia romântica ou é mais um drama, denso no universo psicológico de cada personagem e na interação entre eles?
Sérgio Marone – O filme tem clima mais pesado, por conta da época, anos 80. Mas, apesar do texto da peça ser o mesmo com algumas adaptações que o Jabor fez para os dias de hoje, com a direção da Rosane (Svartman) e do Lírio (Ferreira) e até o nosso jeito de interpretação, a peça ficou muito mais cômica, divertida, mais leve. É bastante diferente o astral da peça e do filme. Hoje em dia as pessoas querem se divertir no teatro e a gente quis deixar um clima mais gostoso, exacerbar mais o ridículo do personagem do Paulo, por exemplo.
JC - O texto é de 1981. Continua atual?
Marone – Sim. São temas universais e atemporais. Tesão, amor, dor de amor, o texto fala de coisas que o ser humano sente desde os primórdios. Vai ser sempre atual. E é legal porque é um autor brasileiro falando de amor. Isso traz um outro ponto de vista, mais eloquente por causa da nossa cultura latina.
JC - Como é a relação com o personagem desenvolvida durante este tempo?
Marone – O que mais me interessa neste personagem é que ele é multifacetado, tem momentos de euforia, ansiedade, boçalidade.
JC - Na peça, o amor entre os personagens só é possível dentro de uma mentira, uma realidade virtual que ambos criam. A verdade, neste caso, seria um anticlímax que impede a fantasia. Aplica-se o mesmo para a vida real?
Marone – Eles criam personagens. Acho que muitas vezes isso existe também no mundo real. As pessoas fazem muitos personagens. Nas redes sociais, que se parar para pensar não deixam de ser realidade, apesar de serem virtuais, as pessoas vivem coisas que não são verdade. Dificilmente você vê alguém triste, só vê gente brindando, viajando... Acho que acontece na vida, sim.
JC – Ambos os diretores são cineastas e fazem adaptação justamente de um filme para os palcos. Persiste um pouco de cinema na peça?
Marone – O tempo inteiro, inclusive faz parte da linguagem visual da peça. O cenário é simples e tem um telão projetando vários imagens em cima da gente, que dá uma estética sensacional. Meu personagem dialoga a peça toda com a ex-mulher através do telão. Tem um momento que estamos na Argentina nas imagens e dançamos um tango. Brinca muito com esta coisa do cinema, lúdica, bem bonita.
Serviço
A classificação etária para o espetáculo é 16 anos. Duração: 75 minutos. Ingressos: R$ 30,00 (meia para estudantes, idosos e professores); R$ 40,00 (com recorte de anúncio no Jornal da Cidade); R$ 60,00 (inteira). Pontos de Venda: My Gloss Acessórios (piso térreo Bauru Shopping) e Roth Store (Av. Getúlio Vargas, 5-9); online: https://www.culturaeteatro.com. A partir das 15h, ingressos à venda somente na bilheteria do Teatro Municipal.
