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Em 3 dias de greve, adesão dos bancários sobe para 74% em Bauru

Cinthia Milanez e Marcos Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

A greve dos bancários chega ao terceiro dia em Bauru com a adesão crescente por parte da categoria, já que 53 das 72 agências paralisaram as atividades até o fim da tarde de quinta-feira (2), fato que representa 74% dos estabelecimentos da cidade. Anteontem, a aprovação atingiu a casa dos 67%.


“Nas 30 cidades da região, também houve aumento de 33% para 39% de um dia para outro”, acrescenta diretora financeira do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas, Maria Bueno de Camargo.


Embora a direção da entidade tenha afirmado ao JC que a expectativa era de que as negociações ocorressem antes das eleições, até o fim da tarde de ontem, não houve proposta alguma de conversa por parte das instituições bancárias. “Nós estamos abertos para negociações, mas, enquanto elas não acontecem, a greve continua”, reitera a diretora.


Questionada sobre a possibilidade de faltar dinheiro nos terminais de autoatendimento das agências bancárias, que estão funcionando normalmente durante a paralisação, Maria argumenta que existem funcionários para abastecer as máquinas de todos os estabelecimentos que aderiam à greve.


O movimento


Conforme o JC publicou na edição anterior, os bancários reivindicam reajuste de 35%, percentual que contemplaria a inflação do período, perdas salariais históricas e mais 10,5% relativos à média da produtividade dos maiores bancos do País nos últimos 12 meses. Já os sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) querem um valor diferente: reajuste de 12,5%.


No último sábado, as instituições financeiras propuseram aumento de 7,35%, mas foi rejeitado e levou à deflagração da greve por todo o Brasil (leia mais na página 21). Os grevistas reivindicam Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) linear, ou seja, que 25% do lucro líquido de cada banco seja rateado entre os funcionários. A entidade luta ainda para que todos os benefícios, como vales-alimentação, refeição e auxílio-creche, sejam corrigidos em 35%. 


Além disso, segundo o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas, a categoria também pede isonomia nos bancos públicos, contratação de mais bancários, fim do assédio moral para o cumprimento de metas de produção e estabilidade no emprego para funcionários de bancos privados. Vale lembrar que, no ano passado, a paralisação dos bancários levou 23 dias para ser encerrada.

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