Internacional

Pais fazem apelo por libertação de refém americano

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Os pais de Peter Kassig, americano de 26 anos mantido refém pelo Estado Islâmico (EI), apelaram neste sábado (4) pela libertação de seu filho em um comunicado e um vídeo em que mencionam sua conversão ao islamismo.

 

Na sexta-feira (3), Kassig foi ameaçado de morte em um vídeo divulgado pelo EI que mostra a suposta execução do britânico Alan Henning, 47.

 

Por meio de um porta-voz, Ed e Paula Kassig, de Indianópolis (Indiana), contaram que o filho foi feito refém quando estava a caminho de Deir al-Zor, cidade no leste da Síria, em 1º de outubro de 2013. Ele fazia um trabalho assistencial pela Resposta e Assistência de Emergência Especial, uma organização que ele fundou em 2012 para tratar refugiados da Síria.

 

Kassig se converteu ao islamismo durante o cativeiro e adotou o nome de Abdul Rahman, disse o porta-voz da família. Em seu apelo pela libertação do filho, seus pais mencionaram o feriado muçulmano sagrado de Eid, observado neste sábado.

 

"Enquanto os muçulmanos ao redor do mundo, incluindo nosso filho Abdul-Rahman Kassig, celebram o festival de Eid ul-Adha, a fé e o sacrifício de Abraão e a misericórdia de Alá, apelamos àqueles que estão com nosso filho para mostrar a mesma piedade e libertá-lo", disseram os pais de Kassig em um comunicado.

 

No vídeo, Paula Kassig enviou uma mensagem pessoal ao filho, dizendo esperar que ele a visse. "Estamos tão orgulhosos de você e do trabalho que fez para levar ajuda humanitária à população síria", afirmou.

 

Kassig serviu no Exército dos EUA durante a guerra do Iraque antes de ser dispensado por questões médicas, disse a família. Documentos do Pentágono mostram que ele passou um ano no Exército como um membro de um grupo de elite antes de ser enviado ao Iraque, onde ficou de abril a julho de 2007.

 

Depois de deixar o Exército, Kassig se tornou um técnico de emergências médicas e viajou para o Líbano em maio de 2012, se voluntariando em hospitais e tratando refugiados palestinos e aqueles que fugiam da guerra síria.

Comentários

Comentários