Dieta vegetariana
Estudos de países ocidentais sugerem que as dietas vegetarianas podem ter um efeito protetor contra o desenvolvimento da obesidade e da diabetes. O estudos investigação prospectivo europeu (EPIC-Oxford) encontrou que a média de índice de massa corporal é maior em pessoas que comem carne, menor em veganos e, intermediário em vegetarianos e pessoas que só comem peixes. No Nurses" Health Study, o consumo de carne vermelha e processada foi associado com um aumento no risco de diabetes. Em estudos adventistas a diabetes foi menos prevalente em vegetarianos do que em semi-vegetarianos (aqueles que comem peixe e frango, mas com uma frequência menor de uma vez na semana) ou em não vegetarianos.
Valores nutricionais
Achados de vários estudos tem demonstrado que a maioria das dietas vegetarianas, principalmente a vegana e a ovolactovegetariana, não são nutricionalmente adequadas mas estão associadas com um menor risco de certas doenças crônicas, quando comprados aos efeitos de dietas ocidentais típicas. Evidências de uma série de estudos observacionais demonstram que certo constituintes dietéticos estão associados com a proteção contra a diabetes através da via de sensibilidade da insulina o que também é confirmado em provas alimentares. Um menor consumo de gordura animal e aumento no consumo de frutas, vegetais e, alimentos que possuem baixo índice glicêmico como os feijões, legumes, castanhas e cereais incluindo os grãos integrais, reduzem o estresse oxidativo e a inflamação crônica.
Dieta do Mediterrâneo
Assim como o não tabagismo e a atividade física regular, aproximadamente 80% das doenças cardíacas coronarianas, 70% dos derrames e 90% da diabetes tipo 2 podem ser evitados através de escolhas alimentares as quais são consistentes com o padrão dietético do Mediterrâneo. Esse padrão é definido pelo maior consumo de alimentos vegetais, gorduras monoinsaturadas, peixes e grãos integrais; moderado consumo de álcool e laticínios e, menor consumo de carnes, grãos refinados e doces.
Homens e mulheres
Apesar dos efeitos cardioprotetores, a relação entre o padrão da dieta do Mediterrâneo e seus componentes nos lipídios sanguíneos ainda é debatida. Estudos atuais apontam uma pequena relação positiva apenas para os homens. Essas diferenças entre os gêneros podem ser explicadas por fatores fisiológicos e metabólicos que podem induzir respostas diferentes em homens e mulheres, assim como status da menopausa e o uso da terapia de reposição hormonal. Diferenças genéticas também podem induzir respostas diferentes no perfil sanguíneo lipídico. Existem alguns efeitos do estrogênio que podem predizer benefícios. Apesar da hipótese entre a dieta do mediterrâneo e o menor perfil lipídico, estudos anteriores demonstraram que a dieta do mediterrâneo pode ser cardioprotetora.
Nutrição X idosos
A presença de risco nutricional elevado tende ao declínio acentuado no desempenho físico. Dessa forma, o estado nutricional pode interferir nas condições dos indivíduos de realizar as atividades da vida diária de forma independente, autônoma e satisfatória. Fatores como níveis de força e resistência musculares, fator nutricional, manutenção da flexibilidade, motricidade e comorbidade no idoso influenciam na capacidade funcional. Embora o índice de massa corporal (IMC) seja o indicador mais comumente utilizado, uma das dificuldades na avaliação geriátrica é a definição do melhor marcador de risco da saúde.
Antropometria
Entretanto, o perímetro da panturrilha foi apontado como um dos indicadores de estado nutricional que apresentou alterações mais relevantes com o avançar da idade na população idosa feminina. Reforça-se a importância da utilização da antropometria na prática clínica ou em intervenções comunitárias como instrumento de triagem para dependência funcional e fragilidade.
Amêndoas como alimentos ou petiscos
Beliscos são definidos com eventos alimentares que ocorrem entre as principais refeições. Não só os beliscos se tornaram mais prevalentes, mas o número destes por dia também aumentou. Uma maior frequência alimentar está associada com um maior consumo calórico. Estudos indicam que a compensação pelos beliscos ocorrem várias horas antes das principais refeições e leva a uma compensação dietética pobre. O aumento do tamanho das porções também está implicado em um aumento de peso corporal, sugerindo que a frequência alimentar é problemática para o ganho de peso, especialmente quando não há nenhuma redução no tamanho das porções já que a frequência alimentar está maior.
Fibras e gordura
Estudos apontam que uma dose em torno de 40g de amêndoas ajuda no perfil glicêmico e lipídico devido ao seu teor de fibra e gordura. A fibra reduz a glicemia pois aumenta a viscosidade dos conteúdos intestinais dificultando a difusão da glicose; reduz a concentração de glicose através da redução da disponibilidade de carboidratos no trato gastrointestinal e, o encapsulamento do amido prejudicando a atividade da alfa-amilase. A gordura derivada das amêndoas pode diminuir a glicemia pós brandial, pois lentifica o tempo e diluição do esvaziamento gástrico.