Economia & Negócios

Bancos reabrem hoje, 5º dia útil do mês

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Os bancários da região de Bauru decidiram retornar ao trabalho hoje, em pleno 5º dia útil, depois de exatos sete dias da greve que afetou todo o País. Na última sexta-feira, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) participou de rodada de negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), além de representantes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal (CEF).

Diante disso, os sindicatos espalhados por todo o Brasil convocaram assembleias para discutir a proposta (leia mais na página 20). “Dos 120 bancários que participaram da reunião convocada pela entidade de classe, apenas seis votaram pela continuidade da greve”, afirma a diretora financeira do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas, Maria Bueno de Camargo.

Embora a categoria tenha decidido pelo fim da greve em Bauru, encarou a proposta como insuficiente. Muitas das reivindicações sequer foram expostas pela Contraf/CUT na rodada de negociações. Na ocasião, uma proposição foi apresentada à categoria, que ficou de analisá-la durante assembleias, ontem, nos sindicatos espalhados por todo o Brasil. Foi oferecido um reajuste de 8,5%, valor superior ao acordado no ano passado.

Os sindicatos vinculados à CUT exigiam reajuste de 12,5% para por fim à greve. Porém, em Bauru, a entidade é ligada à Conlutas e fazia reivindicações diferentes. Os bancários queriam aumento de 35%, percentual que contemplaria a inflação do período, perdas salariais históricas e 10,5% relativos à média da produtividade dos maiores bancos do País nos últimos 12 meses.

Além disso, a categoria também pedia outros itens, como a isonomia nos bancos públicos, a contratação de mais bancários, o fim do assédio moral para o cumprimento de metas de produção e a estabilidade no emprego para funcionários de bancos privados. De todos eles, apenas a contratação de mais 2 mil funcionários teria sido oferecida pela CEF até 2015.

Consequências

Na tarde de ontem, o JC percorreu algumas agências bancárias. Alguns conseguiram resolver todas as pendências via Internet ou terminais de autoatendimento. Porém, outros se sentiram prejudicados diante da paralisação.

Este é o caso da técnica de enfermagem Aniele Batista, 33 anos, ou melhor, da família dela. “Eu não tive prejuízos algum, mas a minha irmã precisaria receber a parcela do seguro-desemprego amanhã (hoje), mas têm de ser direto no caixa. Para ela, o término da greve seria um alívio”, argumenta Aniele, que saía de uma agência localizada na quadra 5 da rua Primeiro de Agosto, no Centro.

Por outro lado, o construtor Paulo Milton Zanferraro, 52 anos, não sentiu os efeitos da greve, porque agendou os pagamentos para débito automático e, quando necessário, usa os caixas eletrônicos. “O único problema é que estamos em uma semana de pagamentos e vencimentos de contas e, por isso, as filas acabam incomodando os clientes”, defende Zanferraro, que saía de uma agência entre as ruas Olegário Machado e dos Andradas, na região da Vila Falcão.


Balanço

Mesmo após a apresentação da proposta por parte dos bancos na última sexta-feira, a adesão das agências em Bauru permaneceu em 74%, índice registrado desde o dia 2 de outubro. De acordo com Maria Bueno de Camargo, dos 54 grandes estabelecimentos da cidade, 40 ficaram fechados até o fim do expediente de ontem. Hoje, todas as agências abrirão normalmente.

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