A edição comemorativa de 10 anos do espetáculo ?A Princesa e o Palhaço? foi um marco no ATUCAEC. Em 2004 inaugurou o primeiro espaço cênico independente de Bauru e agora, em 2014, inaugurou o primeiro palco de teatro em casa de Bauru (o palco Tia Maria já sabia). É o segundo texto teatral escrito por mim e eu tenho um carinho muito especial por esse conto de fadas num picadeiro. Farrapo é o meu palhaço preferido e muitas outras histórias do ATUCAEC têm ele como protagonista.
Vivê-lo no teatro é uma viagem ao mundo dos sonhos de todo artista do Interior em conquistar o seu espaço lúdico. Foi com ele que participei da primeira mostra de artes cômicas de Bauru, chamada de Geradores do Riso, uma ousadia circense na cidade. Pena que ficou só na primeira edição. Para quem não sabe, Bauru é uma cidade de palhaços de circo. O seu passado artístico revela isso e eu sou fã de todos eles. Dessa vez, a personagem Melindrosa, antagonista do espetáculo, estava ainda mais malvada do que nunca e envelheceu a rosa da princesa com lágrimas de ódio.
Mérito de Lenita Santana, que roubou a cena. Yasmim, o meu amor de palhaço, também me emocionou ao interpretar novamente a princesa Carolina. É que as duas atrizes se acham donas do espetáculo e me ajudaram muito, principalmente quando uma outra atriz abandonou o ATUCAEC e deixou o palhaço na mão. Mas o espetáculo não pode parar e, mais uma vez, a linda história de amor entre Carolina e Farrapo teve um final feliz.
Manoel Fernandes