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Prefeito de Ubirajara morre aos 61 anos


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O prefeito de Ubirajara (83 quilômetros de Bauru), José Olderige Jacinto de Siqueira (PP), morreu na madrugada desta quinta-feira (9), aos 61 anos, na Santa Casa de Marília, em decorrência de infecção generalizada. Ele lutava contra um câncer há cerca de dois anos e estava com a saúde debilitada. Nesta sexta-feira (10), às 10h o vice-prefeito, Walmir Bordim, será empossado no cargo de chefe do Executivo em cerimônia na Câmara. Ele assume com a promessa de fazer um “choque de gestão”.

De acordo com o presidente da Câmara de Ubirajara, Manoel dos Santos (PV), o prefeito teve um câncer no intestino diagnosticado durante a campanha para as eleições de 2012 e fazia tratamento contra a doença. Recentemente, sofreu uma queda em sua residência, o que acabou comprometendo o órgão e gerando quadro de infecção generalizada.

O parlamentar conta que ele estava internado na Santa Casa de Marília desde o dia 27 de setembro, mas não resistiu às complicações e, ontem, por volta das 3h, teve a morte constatada. Ainda segundo Santos, José Olderige foi eleito vereador por dois mandatos, mas exercia o cargo de chefe do Executivo pela primeira vez, após quatro tentativas.

Em 2012, ele derrotou nas urnas o adversário Sérgio do Guido (PSDB) em uma votação apertada (1.588 contra 1.569 votos). O corpo de José Olderige, que era casado e tinha três filhos, foi velado no Velório Municipal e sepultado no final da tarde de ontem, no Cemitério de Ubirajara.

‘Choque de gestão’

O vice-prefeito, o empresário Walmir Bordim (DEM), de 38 anos, que já foi vereador por quatro anos, tomará posse no lugar de José Olderige Jacinto de Siqueira nesta sexta-feira (10), às 10h, em cerimônia na Câmara. O JC apurou que, em razão do estado de saúde delicado do prefeito, a transferência do cargo já estava marcada.

Ele adiantou que pretende implementar um “choque de gestão” na cidade para tentar reduzir a dívida atual, estimada em cerca de R$ 980 mil. “O que está sendo feito vai parar tudo, pra começar tudo de novo”, afirma. “A gente tem que tomar as medidas cabíveis para cortar gastos e ajeitar a casa”.

Bordim evitou falar em mudanças no primeiro escalão. “Primeiro, a gente tem que saber como está a prefeitura. Não tem como antecipar”, diz. “Possivelmente, tem que ter troca porque, em tese, se há dívida, tem que ter mudança”.

Ele conta que, nestes dois anos, não ocupou nenhum cargo no governo de José Olderige. “Eu fiquei como vice e deixei ele atuar na administração”, revela. “A gente fica comovido. Eu espero que Deus conforte a família dele porque a vida continua”, declarou.

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