Regional

Escola e creche são alvos de vandalismo


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O Centro Educacional de Educação Infantil “CCI Professora Delfina Trazzi Bertolini”, no Bairro Maria Elena, em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru), foi alvo de ataque de vândalos ontem de madrugada.

A escola, que atende 108 crianças de 4 meses a 5 anos idade, teve a rotina modificada durante toda a terça-feira (14) devido à destruição causada pelos vândalos. Foram vidros quebrados, portas e armários de aço arrombados. Nem mesmo o aparelho do ar condicionado, que mantém as salas de aula climatizadas para as crianças não sofrerem com o forte calor, foi poupado.

Segundo a coordenadora da CCI do Maria Elena, Solange Maria Goes Bueno Santinelli, o cenário de destruição encontrado na creche foi desolador. “A gente fica muito triste por que aqui é uma escola. Aqui é um local de aprendizado e de respeito. Chegar aqui e ver destruído tudo o que a gente cuida e conquista com tanto esforço e carinho é muito triste mesmo”, diz.

O prejuízo, somente na CCI do Maria Elena, ultrapassa os R$ 10 mil. “Eles quebraram a parte do motor do ar condicionado, que fica fora da sala de aula. É uma peça caríssima e muito pesada, difícil de carregar, então eles quebraram, tiraram do suporte apenas para causar prejuízo. O que deixa a gente triste é que muitas crianças daquelas escolas vão passar muito calor até o aparelho ser consertado”, explica o prefeito de Pederneiras, Daniel Camargo.

Nova invasão 

E não é a primeira ação dos vândalos no Bairro Maria Elena. No último sábado (11), também de madrugada, outra escola municipal, a “EMEF Maria Elena”, também foi invadida. O quebra-quebra foi grande: vidros quebrados, latão de lixo e holofotes de iluminação destruídos, portas e armários arrombados. Muito lixo foi espalhado por toda a escola. Nem mesmo o teto da quadra de esportes, recém inaugurada, passou em branco. O prejuízo, segundo a direção, ainda não foi calculado.

No ato, os vândalos quebraram holofotes com pedradas. “Eles quebraram até o teto da quadra da EMEF. Não tem o quê pare eles. Fazemos boletins de ocorrência em todas as situações, temos câmeras de segurança e grades na maioria das salas dos prédios escolares. Mas nada segura os vândalos”, lamenta o prefeito.

Há suspeitas que os praticantes destes atos de vandalismo contras as escolas sejam menores de idade que buscam algo de pouco valor para trocar por drogas. “Acontece que a cada dia que passa estamos ampliando a segurança das escolas com grades, alarmes, câmeras de segurança, interfones, etc. Ou seja, eles invadem, buscam os pontos cegos onde não há alarme ou câmera e, como não conseguem roubar nada, eles destroem tudo o que podem por puro prazer”, explica o chefe do executivo.


Polícia

Além dos boletins de ocorrência que geram uma investigação da Polícia Civil, a Secretaria Municipal de Educação vai reunir pais e responsáveis dos alunos das escolas invadidas e pedir colaboração da comunidade para coibir esses atos nas escolas.

Os maiores prejudicados desse vandalismo são as crianças, que geralmente ficam sem aula, e os pais, que muitas vezes não têm onde deixar os filhos no horário do trabalho. “Vamos continuar buscando o apoio da comunidade para evitar estes incidentes nas escolas. Os pais podem sim ajudar a orientar as nossas crianças e olhar as nossas escolas em todo o município. Sem a ajuda de toda a comunidade fica difícil parar os vândalos”, conclui o prefeito Daniel Camargo.

Suspeitas indicam que esses crimes de vandalismo contra o patrimônio público estejam sendo praticados por jovens entre 10 e 14 anos de idade que buscam nas escolas um lugar fácil para roubar produtos que possam ser trocados por droga.

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