Esportes

Alonso vai deixar a Ferrari no fim da temporada

Reuters e Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Reuters

O piloto de Fórmula 1 da Ferrari, o espanhol Fernando Alonso, durante os treinos do Grande Prêmio da Rússia, em Sochi, na sexta-feira passada

Fernando Alonso vai deixar a Ferrari no fim da temporada porque quer um ambiente novo e precisa voltar a ser vencedor, disse o ex-presidente da equipe de Fórmula 1 Luca di Montezemolo nesta quarta-feira. A Ferrari ainda não confirmou que Alonso está saindo, embora isso tenha ficado claro na categoria desde que o tetracampeão mundial Sebastian Vettel anunciou neste mês que deixará a Red Bull no fim do ano.

Vettel também não afirmou para onde vai, mas o chefe da Red Bull, Christian Horner, disse que o alemão está se transferindo para a Ferrari. "Fernando está saindo por duas razões", disse Montezemolo à televisão italiana RAI.

"Primeiro porque ele quer se consolidar em outro ambiente. E segundo porque ele está com uma idade em que não pode esperar para ganhar novamente. Ele ficou decepcionado por não ter vencido (o título) nesses anos e precisa de um novo estímulo."

Montezemolo deixou a Ferrari na segunda-feira, entregando o cargo para o chefe da empresa-mãe FIAT, Sergio Marchionne. Alonso, bicampeão mundial com a Renault, foi contratado pela Ferrari em 2010 e terminou o campeonato em segundo lugar nos três dos últimos quatro anos.

A Ferrari não vence uma corrida em mais de um ano e está atualmente em quarto lugar, caminhando para sua primeira temporada sem vitórias desde 1993. O espanhol de 33 anos deve retornar à McLaren, equipe que ele deixou depois de uma temporada, em 2007, quando Lewis Hamilton foi o seu companheiro de equipe.

Alonso disse a repórteres no Grande Prêmio da Rússia no fim de semana passado que sua escolha será óbvia uma vez anunciada e que era pouco provável que dirigisse um carro com motor Mercedes. A McLaren inicia uma nova parceria com a Honda na próxima temporada.

O retorno de Alonso para a McLaren lançaria um ponto de interrogação sobre o futuro de Jenson Button na Fórmula 1, já que o campeão mundial de 2009 fica sem contrato no fim do ano.

Mudar para vencer

Substituto de Luca di Montezemolo na presidência da Ferrari desde a última segunda-feira (13), Sergio Marchionne pediu urgência aos seus funcionários para que a equipe volte a vencer na F-1.

O último triunfo da escuderia de Maranello aconteceu há mais de um ano, no GP da Espanha, em maio de 2013, e, justamente por isso, o dirigente acredita que a Ferrari não tem muito a perder neste momento.

"Temos que 'chutar alguns traseiros' e temos que fazer isso rapidamente", declarou Marchionne à revista inglesa "Autocar". "Precisamos fazer isso custe o que custar. Podemos errar, mas não temos nada a perder,

certo? Temos que arriscar um pouco", completou.

 

Para o ano que vem o time terá pelo menos uma grande novidade: a chegada de Sebastian Vettel para a vaga de Fernando Alonso. Apesar de a troca ainda não ser oficial, é apenas uma questão de tempo, uma vez que Vettel já anunciou sua saída da Red Bull ao final desta temporada e Montezemolo confirmou na quarta-feira (15) que Alonso estava de partida.

 

De acordo com o novo presidente ferrarista, foi a performance de seu time no GP da Itália que o fez entender a gravidade da situação atual -na ocasião, Alonso abandonou com problemas no carro e Kimi Raikkonen chegou apenas na nona colocação.

 

"Todos fazem questão de me lembrar que automobilismo não é uma ciência e que vários fatores influenciam na performance. Aí vou para Monza e vejo que os seis primeiros carros não são da Ferrari ou não usam os nossos motores e minha pressão vai para o espaço", declarou o italiano.

 

"Uma Ferrari não-vencedora na F-1 não é uma Ferrari. Posso entender vivermos períodos de má sorte, mas isso não pode se tornar um elemento estrutural de nossa marca".

 

A escuderia de Maranello ocupa atualmente a quarta posição no Mundial de Construtores da F-1, que já foi vencido pela Mercedes no último domingo (12), após a dobradinha de Lewis Hamilton e Nico Rosberg no GP da Rússia.

 

O time tem 28 pontos a menos que a Williams, a terceira colocada no campeonato -a Red Bull é a vice-líder.

A próxima etapa do Mundial acontece nos EUA, no dia 2 de novembro.

Comentários

Comentários