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Alvaro Pereira recebeu a braçadeira de capitão na vitória por 3 a 2 sobre os chilenos |
Depois de disputar dois amistosos com a seleção do Uruguai no Oriente Médio (contra Arábia Saudita e Omã), Alvaro Pereira enfrentou uma maratona até chegar em Concepción, no Chile, onde o São Paulo se preparava para o duelo diante do Huachipato.
O lateral esquerdo percorreu mais de 16 mil km para defender a equipe tricolor no jogo de volta das oitavas de final da Copa Sul-Americana.
"A alegria de poder rever os meus companheiros não tem preço. E são essas pequenas coisas que me fazem sentir importante no elenco. Isso ficará marcado para sempre", disse o defensor uruguaio.
Todo o esforço lhe rendeu, além de elogios do técnico Muricy Ramalho, um reconhecimento simbólico por parte de Rogério Ceni.
Alvaro Pereira recebeu a braçadeira de capitão na vitória por 3 a 2 sobre os chilenos, nesta quarta-feira (15), quando os são-paulinos garantiram vaga na próxima fase do torneio continental.
"Deixei o Alvaro Pereira ser capitão por duas coisas. Primeiro por ter o domínio completo do espanhol. Eu já conhecia esse árbitro [o paraguaio Antonio Arias]", explicou Ceni.
"E outra porque vejo nele um exemplo de superação e dedicação. Um cara que estava do outro lado do mundo, voltou para jogar e ainda mandou mensagem, feliz, dizendo que estava a caminho. É exemplo e motivo de orgulho para todos nós", acrescentou o goleiro.
A maratona do lateral uruguaio começou após a partida contra Omã, em Al Ain, na segunda-feira (13). De lá, Alvaro Pereira foi até Dubai, onde pegou um voo com destino à capital paulista.
De São Paulo, o jogador embarcou para Santiago e, por fim, percorreu os últimos 500 km da viagem até Concepción, base do time tricolor no Chile. Ele só se juntou à delegação na manhã de quarta, dia da partida, e, mesmo assim, foi titular.
"O Alvaro é comprometido. A gente tinha muitos problemas na defesa e, por isso, aceitamos que ele viesse. Ele mandou uma mensagem todo animado para o Milton Cruz dizendo que estava chegando", contou Muricy.
"Falei: 'vem, gringo'. O Alvaro chegou aqui com muita alegria. Ele tem experiência, pôde ajudar na comunicação com o árbitro e mostrou que é um grande profissional", acrescentou o treinador.
Muito criticado pelos são-paulinos ao término da partida em Talcahuano, o juiz paraguaio havia expulsado Denilson injustamente aos 36 min do primeiro tempo.
Nas quartas de final da Sul-Americana, o São Paulo irá enfrentar o Emelec, que venceu o Goiás nos pênaltis, também na quarta.
