Um grande surto de Ebola nos Estados Unidos ou em outros países do Ocidente é improvável, disse a OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta quinta-feira (16).
O diretor de estratégia da OMS, Christopher Dye, disse à BBC que os sistemas de saúde da Europa e dos EUA são fortes, o que torna o surto improvável. Dye ressaltou, porém, que a introdução do vírus nos EUA e na Europa trazia “séria preocupação”.
Duas enfermeiras foram infectadas nos EUA e uma na Espanha ao tratar de pacientes vindos da África contaminados.
O surto de Ebola na África Ocidental, o pior já registrado, matou mais de 4 mil pessoas. Os países mais atingidos são Libéria, Serra Leoa e Guiné.
EUA, Canadá e Reino Unido começaram a vistoriar nos aeroportos os passageiros vindos dos países afetados pela epidemia na África. A França vai começar amanhã.
Ministros da Saúde da União Europeia estão reunidos em Bruxelas para discutir medidas contra o Ebola.
COOPERAÇÃO
O presidente dos EUA, Barack Obama, se comprometeu na quarta-feira a agir de modo mais “agressivo” contra a doença.
Os EUA pediram ao governo espanhol permissão para usar bases aéreas americanas no país em sua operação para combater o Ebola na África, segundo um funcionário do Ministério da Defesa disse nesta quinta.
O país está enviando cerca de 4 mil soldados para a África Ocidental para ajudar a conter a epidemia. A ideia é usar as bases como um ponto de trânsito no deslocamento de materiais para construção de hospitais na Libéria e em Serra Leoa.
TRATAMENTO
Uma farmacêutica chinesa com laços militares enviou à África uma droga experimental contra o Ebola para utilização pelos trabalhadores humanitários chineses e está planejando realizar ensaios clínicos no continente, disseram os executivos da empresa.