A Nigéria anunciou ontem um acordo com o grupo islâmico nigeriano Boko Haram, que sequestrou 219 estudantes adolescentes em um colégio na localidade de Chibok (nordeste do país), em 14 de abril passado.
A libertação das reféns continua incerta.
O chefe do Estado-Maior do Exército nigeriano, Alex Badeh, anunciou a conclusão de um acordo entre o governo federal da Nigéria e o Boko Haram, ontem.
Pouco antes do anúncio, o principal secretário da presidência nigeriana, Hassan Tukur, disse à reportagem que o grupo “aceitou libertar as meninas de Chibok”. Já o porta-voz dos Serviços de Segurança da Nigéria declarou que ainda não há um acordo sobre a libertação das adolescentes.
“Esse aspecto ainda não foi alcançado, mas estamos nos aproximando cada vez mais”, afirmou o responsável pelo Centro Nacional de Informação, Mike Omeri.
Tukur contou que representou o governo em duas reuniões com os rebeldes islâmicos no Chade, com mediação do presidente desse país, Idriss Deby.
Ndjamena não confirmou a informação, mas fontes do Departamento chadiano de Segurança disseram que o governo local participou das discussões. O presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, esteve no país vizinho no mês passado.
Muitos analistas questionam a credibilidade de Danladi Ahmadu - o homem que, segundo Tukur, representou o Boko Haram na mesa de negociações. Para esses especialistas, se o cessar-fogo tivesse sido de fato fechado, o próprio líder dos insurgentes, Abubakar Shekau, teria feito o anúncio.
A possibilidade de um cessar-fogo surge no momento em que se espera o anúncio, por parte do presidente Jonathan, de sua tentativa de reeleição. O país vai às urnas em fevereiro de 2015.