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Hiperatividade e déficit de atenção
A hiperatividade e o déficit de atenção serão os assuntos em debate no III Encontro de Neuropsicologia na Infância, que será realizado no Teatro Universitário da USP em Bauru, no dia 25 de outubro. Neste ano, o tema proposto é "Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), da avaliação à intervenção". Promovido pelo Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) e pela Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), o evento é voltado a professores, profissionais e estudantes da área da saúde, pais e toda a comunidade interessada.

Especialistas

"O encontro traz, nesta edição, renomados especialistas na área que atuam no Brasil e também no exterior", destaca uma das coordenadoras do evento, Maria de Lourdes Merighi Tabaquim, docente do Programa de Pós-Graduação do Centrinho-USP e do Departamento de Fonoaudiologia da FOB-USP. As inscrições promocionais para o encontro estão abertas e serão recebidas até o dia 20 de outubro, no site www.centrinho.usp.br/eventos/info. Mais informações pelo e-mail eventos.hrac@usp.br ou telefone 14 3235-8437.

Snack de proteína ou de gordura
Nos últimos 30 anos, tem ocorrido um aumento significativo no número de ocasiões de lanches intermediários (snacks), concomitando com o aumento da obesidade. A relação entre o aumento dos beliscos e da obesidade talvez possa ser atribuída aos tipos de alimentos tipicamente consumidos nessas refeições intermediárias. Dois fatores dietéticos bem estabelecidos que melhoram de forma consistente o controle do apetite, saciedade /ou redução do consumo alimentar incluem o consumo de alimentos de baixa densidade calórica e o aumento da proteína dietética.

Proteínas
Dados recentes demonstram que o consumo de um snack de iogurte de baixa densidade energética e rico em proteínas pode levar a uma redução na fome pós snack, aumento da sensação de saciedade, controle do apetite e retardo no início da próxima ingestão alimentar comparado com iogurte com baixo teor proteico e alto em densidade calórica. Os pesquisadores ressaltam no entanto que os estudos normalmente são realizados com alimentos como biscoitos e chocolates e que alimentos com maior teor calórico como castanhas também promovem esse efeito sacietogênico, mas devem ser controlados na quantidade para não aumentar demais o teor calórico e levar assim a um sobrepeso/obesidade.

Anorexia nervosa
Anorexia nervosa é um distúrbio alimentar caracterizado por peso corporal extremamente abaixo do normal, medo de ganho de peso e percepção distorcida da imagem corporal e amenorreia. Apesar de descrita principalmente no contexto de desordem psiquiátrica, a anorexia pode levar a complicações devastadoras, e por horas ameaçadora da vida e assim contribuir para uma condição desafiadora na sua administração. Complicações sérias incluem distúrbios de eletrólitos, normalmente no contexto da síndrome da realimentação, hipotermia, disnfução endócrina e falha de vários órgãos.

Nutrição
Realimentar pacientes mal nutridos com anorexia nervosa pode ser associado com hipofosfatenemia, arritmia cardíaca e delírios. Repleção de fósforo deve ser começada precocemente com e níveis séricos mantidos acima de 3mg/dl. Pacientes precisam de um monitoramento de perto já que eventos cardíacos e neurológicos associados estão mais propensos a ocorrerem entre as primeiras semanas. Em pacientes cronicamente mal nutridos com anorexia nervosa, um aumento lento e gradual da nutrição com aconselhamento nutricional, psicoterapia e monitoramento do peso corporal, ritmo cardíaco e eletrólitos séricos são recomendados para uma reabilitação segura e efetiva, evitando assim mudanças abruptas nos eletrólitos e fluidos.

Relação do câncer e fadiga
Fadiga é o sintoma mais prevalente relacionado ao câncer e está associado com significativa morbidade, prejuízos funcionais e redução na qualidade de vida. Portanto, um manejo efetivo da fadiga pode significativamente reduzir o fardo da doença associada ao câncer e seus tratamentos. Dependendo da amostra de pacientes e da metodologia aplicada, é estimado que aproximadamente 60-96% dos pacientes com câncer em tratamento para o mesmo experimentam fadiga. Ela é muito comum nesses pacientes principalmente naqueles em quimioterapia citotóxica, terapia de radiação, transplante de medula óssea ou tratamento como modificadores de resposta biológica.

Comorbidades
Para um número considerável de pacientes, a fadiga persiste após o tratamento estar completo. Fatores relacionados a fadiga incluem os efeitos diretos do câncer, os efeitos colaterais do tratamento, condições de comorbidades médicas, sintomas de comorbidades exacerbados e fatores psicossociais. Alguns exemplos de sintomas adicionais que contam em direção ao diagnóstico da fadiga relacionada ao câncer estão os a fraqueza generalizada, queda na concentração, insônia ou hipersônia e sono não restaurador. A fadiga relacionada ao câncer prejudica demais a qualidade de vida do paciente e, avaliação e tratamento interdisciplinares são recomendados para avaliar e administrar adequadamente a interação complexa de fatores médicos, psicológicos e sociais que impactam as características da fadiga e decréscimo associado à qualidade de vida.

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