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Chuva ameniza crise hídrica em Bauru

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

A possibilidade de tempestade prevista para a noite de ontem não se confirmou, mas as pancadas de chuva que atingiram diversos pontos da cidade e da região contribuíram para reabastecer, minimamente, o Rio Batalha. A precipitação registrada em Agudos e Piratininga, onde fica a cabeceira do manancial, deveria desaguar ao longo da noite na lagoa de captação do rio, localizada em Bauru.

Até as 23h30, o nível da represa permanecia em torno de um metro, conforme informações apuradas pelo Jornal da Cidade junto ao Departamento de Água e Esgoto (DAE). A pouca quantidade de chuva até aquele horário, no entanto, não deveria ser capaz de elevar a altura do rio a ponto de garantir a suspensão do rodízio de distribuição de água (veja no quadro acima os bairros que devem abastecidos hoje). O nível da lagoa considerado normal é de 2,6 metros.

O racionamento foi instituído desde a ultima quarta-feira, pela segunda vez neste ano, aos 130 mil moradores de Bauru abastecidos pelo Batalha. Embora o rodízio tivesse a intenção de garantir a distribuição programada de água, o esquema não funcionou como o esperado.

Conforme o JC publicou, devido ao baixo nível do manancial, a captação foi insuficiente para levar água até as regiões mais altas da cidade. A produção para prover o abastecimento nos horários de pico, de 550 litros de água por segundo, foi derrubada para 250 litros, quando duas das três bombas de captação foram desligadas.

Esta manobra, por si só, já impedia os bairros mais altos de receberem água, mesmo que estivessem dentro das regiões onde o produto deveria ser garantido naquele dia. Com o nível do Batalha próximo a um metro, a situação se tornou ainda mais crítica, já que, para evitar danos às bombas, o departamento passou a desligar todos os equipamentos em alguns períodos, interrompendo integralmente a retirada de água.

A previsão do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) é de mais chuva entre hoje e amanhã, o que deve contribuir ainda mais para afastar, ao menos momentaneamente, a crise hídrica que afeta 38% da população da cidade.

Vendaval

Apesar das chuvas pontuais registradas ontem, os ventos fortes provocaram estragos na cidade e deixaram pelo menos 10.950 imóveis sem energia elétrica (leia mais abaixo). O vendaval teve início por volta das 17h e chegou a cerca de 55 quilômetros por hora, levantando nuvens de poeira em diversos bairros.

Na Vila Dutra, um pinheiro caiu sobre o telhado da garagem de uma residência localizada na quadra 4 avenida São Paulo, mas nenhum dos moradores ficou ferido. Os danos materiais também foram pequenos. Poucos minutos antes do acidente, um grupo de amigos fazia um churrasco sob a cobertura, conforme conta a dona de casa Francislaine de Lima Pedroso Félix, 30 anos.

“Conforme ventava, ouvíamos a árvore estralando. Terminamos o churrasco e, dez minutos depois, ela caiu”, relata. Ainda na noite de ontem, o Corpo de Bombeiros retirou o pinheiro do local.

Segundo a Defesa Civil, houve registro de pequenos alagamentos em pontos tradicionais de enchentes da cidade e quedas de galhos de árvores em alguns bairros, mas sem vítimas ou prejuízos patrimoniais significativos.

 

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