Geral

Retorno do calor já preocupa o DAE

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Quioshi Goto

A água que falta: Patricia usou até caixa de brinquedos da filha Maria Eduarda como reservatório

O tempo fresco vem garantindo o funcionamento da lagoa de captação do Rio Batalha com duas bombas, mas o abastecimento de 38% da população ainda depende das chuvas. Porém, a volta do calor nos próximos dias se torna uma nova preocupação. Na tarde de ontem, o nível do manancial atingiu 1,12 metro, ou seja, sete centímetros a menos do que o registrado anteontem. O DAE conta agora com a possibilidade de chuva forte a partir do próximo sábado (leia mais abaixo).

 

De acordo com José Carlos Figueiredo, meteorologista do IPMet da Unesp de Bauru, as temperaturas ficarão mais amenas até quinta, quando voltará a esquentar. Contudo, nem tanto quanto na semana passada. As temperaturas devem atingir a casa dos 34 graus. Com isso, aumenta o consumo da água.  

 

Ontem à tarde, o JC também recebeu reclamações de falta d’água. Moradores da Vila Souto e do Jardim Solange, bairros que deveriam ser abastecidos pelo cronograma do sistema de rodízio (confira no quadro ao lado), ficaram desabastecidos. O motivo, segundo a autarquia, é sempre o mesmo: a produção é insuficiente para levar água até as regiões mais altas da cidade.

 

Moradores também denunciaram o desperdício decorrente de um vazamento de água na quadra 1 da rua Tenente Décio da Costa Valle, no Mary Dota. Questionada, a assessoria de imprensa da autarquia informou que uma equipe iria até o endereço e os reparos seriam feitos até o fim desta semana. 

 

Outra situação que causou estranheza foi o fato de o DAE ter desativado o poço do Parque Jaraguá. A assessoria disse que uma bomba do reservatório queimou no último fim de semana e, por ser bastante antigo, o diâmetro do poço diminuiu, impedindo que o equipamento seja substituído. Além disso, o poço produzia cerca de 14 metros cúbicos de água por hora, índice considerado baixo em relação aos demais reservatórios da região, que produzem, em média 200 metros cúbicos de água por hora. O DAE diz que não haverá prejuízo aos moradores da área.

 

À espera

 

Na tarde de ontem, moradores da região da Vila Alto Paraíso, que deveria receber água, estavam com as torneiras secas. Muitos deles esperavam, em frente às respectivas casas e com caixas e baldes em punho, um caminhão-pipa do DAE passar pela área. 

 

Este é o caso da dona de casa Patricia Victorino da Silva, 23 anos, que mora na quadra 7 da rua Matilde Fraga Moreira de Almeida com a filha Maria Eduarda, de 2 anos, o marido e um tio.

 

“Estamos há 12 dias sem uma gota d’água. Sorte que o reservatório aguentou até sábado, quando passou um caminhão-pipa. Hoje ficamos sabendo que outro veículo passaria por aqui e resolvemos esperar com os baldes em punho”, conta a moradora, que utilizou até as caixas que a filha guarda os brinquedos para captar o maior volume possível do líquido. “Antes prevenir do que remediar”, comenta.

 

E a chuva?

 

De acordo com José Carlos Figueiredo, meteorologista do IPMet da Unesp de Bauru, a semana, conforme o JC noticiou ontem, deve mesmo ser seca. 

 

Se as previsão estiver correta, as chuvas devem dar “as caras” somente no final de semana. 

No sábado, o tempo voltará a ficar fresco por conta da passagem de uma frente fria. O fato deve trazer fortes chuvas a Bauru. 

 

Para hoje, a máxima será de 30 graus e a mínima, de 16. Quanto à umidade relativa do ar nesta quarta-feira, ela ficará entre 40 e 50%.

Comentários

Comentários