Com receio dos danos da paralisação de parte do efetivo da Polícia Federal (PF) às vésperas do segundo turno das eleições, o governo atuou para tentar suspender a ameaça de greve da categoria. Apenas os peritos decidiram manter o movimento, previsto para começar hoje e durar 72 horas. “O governo não dialogou conosco. Manteremos o estado de greve”, afirmou Carlos Antonio, presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais.
Representantes dos agentes, escrivães e papiloscopistas decidiram colocar em votação na noite de ontem o cancelamento da paralisação prevista para os próximos três dias. Até o fechamento desta edição, não havia uma decisão. Policiais federais de Estados como São Paulo suspenderam temporariamente o movimento.
Desde o fim da semana passada, o governo tem sinalizado disposição para negociar com parte da categoria na tentativa de evitar a paralisação de três dias.
A Casa Civil formalizou ontem a negociação, pedindo para agentes e escrivães suspenderem a greve em troca da promessa de nova análise da medida provisória pró-delegados que gerou tensão entre na PF.
O texto da MP prevê, por exemplo, novas exigências para a seleção de delegados, como experiência judicial ou policial de três anos. Determina ainda que somente delegados em fim de carreira podem ocupar o cargo de diretor-geral da corporação.