Internacional

Palestinos estão pessimistas sobre a reconstrução da Faixa de Gaza


| Tempo de leitura: 2 min

 A primeira chuva torrencial de inverno já deixou a Faixa de Gaza encharcada, agravando a miséria de milhares de palestinos que se mobilizam para reparar as casas danificadas pela guerra com Israel durante o verão.

Enquanto autoridades palestinas comemoram os US$ 5,4 bilhões prometidos em uma conferência internacional de ajuda humanitária para reconstrução e recuperação orçamentária dos territórios palestinos, muitos temem que, assim como em guerras passadas contra Israel, nem todo esse dinheiro se materialize. 

 Ninguém contesta a urgência da necessidade. A ONU diz que 18 mil residências ficaram destruídas ou danificadas nos 50 dias de conflito entre Israel e militantes palestinos, e 108 mil pessoas ficaram desabrigadas no território isolado e empobrecido. 

             

O fluxo de materiais de construção e outros tipos de ajuda vai em grande medida depender se a Autoridade Palestina (AP), que exerce o controle limitado sobre a Cisjordânia ocupada por Israel, vai conseguir expandir seu domínio sobre a Faixa de Gaza, hoje controlada pelo grupo islamista Hamas, rejeitado por muitos países como sendo um grupo terrorista. 

 

Mas apesar de um acordo de unidade palestina estipulado em abril, o Hamas e seus rivais políticos ainda se estranham. Homens de negócios locais dizem que um mecanismo acordado entre ONU, israelenses e palestinos para o transporte de materiais de construção da Cisjordânia para Gaza por meio do território de Israel ainda permanece vago e com burocracia excessiva.

             

Qualquer ajuda já virá tarde demais para Samir Hassanein, de 37 anos. Um buraco em sua casa danificada deixa a sala de estar exposta, apesar da tentativa desesperada de cobrir a falha com lonas de plástico e tijolos. 

             

A vizinhança de Hassanein, Shejaia, foi bombardeada pela artilharia israelense em 20 de julho. Por quase de dois meses, Hassanein e sua família resistem em ficar; ele está ansioso em não se afastar e perder a passagem de delegações da ONU e organizações de caridade para registrarem sua casa em fundos de reparos que ainda não existem. 

             

“Eles devem construir nossas casas para nós --não podemos viver assim. Eles deveriam ter começado a construir há muito tempo. Não estamos preparados para o inverno e agora estamos nos afogando na chuva”, disse ele à Reuters. 

             

Israel bombardeou fortemente e invadiu parcialmente a Faixa de Gaza, um pequeno enclave com 1,8 milhão de habitantes, enquanto o Hamas lançava foguetes contra cidades israelenses durante as sete semanas de confrontos. O conflito deixou mais de 2 mil palestinos, a maioria civis, e mais de 70 israelenses, quase todos soldados. 

Comentários

Comentários