Já há algum tempo o estímulo à sociedade se dá por meio de incentivos fiscais a determinados setores. E, na maioria das vezes, aos mesmos: indústria automobilística e de eletrodomésticos.
Outro setor bastante acionado é o da construção civil. Muitos empregos são efetivamente criados e vários outros segmentos da economia pegam carona nesse crescimento.
Com relação às facilidades da compra de um veículo novo, a baixa do IPI aliada às reduzidas taxas de juros impulsionam as vendas, batendo recordes dignos de países de primeiro mundo. O problema é que nem sempre essas compras são planejadas. Poucos levam em conta gastos extras como IPVA, seguro, combustível, pedágios, manutenção etc.
O veículo se torna um item caro no orçamento.
A inadimplência fica insustentável, vem o banco e retoma o bem. Nas ruas, uma superlotação de carros emperra o trânsito e irrita as pessoas. Por que não há incentivo para a melhora da malha viária? A construção de viadutos que tenham começo, meio e fim, elevados, abertura de novas vias, otimização de transportes alternativos públicos e privados facilitariam a mobilidade de todos. Em época de eleição, o favorecimento dirigido a determinados nichos aparenta um claro monopólio oligárquico aos grandes financiadores de campanha, como a indústria, bancos e grandes construtoras.
Já se passou da hora de pensar. Agora é hora de agir. É claro que a saúde e educação também são setores básicos sempre relegados e somente relembrados em época eleitoral. O retorno em benefício aos tributos recordistas que pagamos é muito pouco. Vamos mudar esse paradigma pensando num futuro premente e de nossos filhos e netos.
Walter da Silva Jr.