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Governador afirma que não há desabastecimento de água em São Paulo

Folhapress
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O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou ontem que não há desabastecimento de água em São Paulo. Questionado pela reportagem se ele já havia enfrentado falta de água, o tucano respondeu: “Não”. 

 

“O abastecimento de água está garantido na região metropolitana de São Paulo. Não tem racionamento e não tem desabastecimento”, disse o governador. 

 

Pesquisa Datafolha divulgada na última segunda-feira mostrou que 60% dos paulistanos dizem ter ficado sem água em casa em algum momento nos últimos 30 dias. 

 

Alckmin disse que a pesquisa precisa ser vista com ressalvas. “A pesquisa diz: teve em algum momento falta de água? Então é preciso avaliá-la com cuidado”, disse. 

 

O governador afirmou, ainda, que a segunda cota do volume morto talvez não precise ser utilizada no sistema Cantareira. Ontem no entanto, a Sabesp incluiu a cota para uso no sistema. 

 

O índice atual do sistema Cantareira, sem o segundo volume morto, seria de 2,9% de sua capacidade. Segundo a Sabesp, foram acrescidos 10,7% de volume morto ao estoque disponível para o consumo. “Eu acho que talvez a gente nem precise da segunda reserva técnica porque nós já passamos o período mais seco e temos ainda 2,9% do sistema”, disse. 

 

Mal-estar

 

O vazamento de gravações com declarações de integrantes da cúpula da Sabesp sobre a gravidade da crise no abastecimento de água em São Paulo e ordens para que isso não se tornasse público, criou um mal-estar na estatal e no governo do Estado ontem. 

 

A permanência de Dilma Pena, presidente da Sabesp, no cargo fica muito difícil, assim como situação do diretor metropolitano da estatal, Paulo Massato. 

 

Em conversas gravadas durante reuniões internas da diretoria da Sabesp, Dilma afirma que “orientação superior” impediu a empresa de alertar a população de São Paulo sobre a necessidade de economizar água. Paulo Massato afirma que a situação é de “agonia” e diz que “não sabe o que fazer” se os volumes de chuva neste ano repetirem o cenário de 2013. 

 

Dilma já havia pedido ao governador Geraldo Alckmin para deixar o cargo.

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