Dias atrás, li na coluna do leitor do JC que missivista entendia haver ingratidão em relação à presidente Dilma a sua reeleição. Dizia ele que a presidente teria trazido para Bauru grandes obras e que seus correligionários a haviam esquecido na campanha. Declinou os nomes dos "ingratos". Realmente a presidente Dilma tem feito obras no aspecto social, mas não fez o que deveria ter feito para Bauru, com exceção dos R$ 118 milhões para o tratamento de esgoto, que ainda não foi feito.
Ingratidão, sr. missivista, é o que tenho sentido aos governos militares. Sabe quanto tempo levou para o presidente Geisel mandar dinheiro para restaurar a avenida Nações Unidas quando houve a sua implosão? Lhe respondo: menos de uma semana, o dinheiro já estava a disposição do prefeito Edmundo Coube. Você sabe, sr. missivista, o que o governo militar fez para o bem do Brasil? Eu lhe conto. Foi no governo militar que houve mudança no cenário brasileiro, com as construções das hidroelétricas ? repito, construções das hidroelétricas de Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipu. Criaram também, depois na inauguração das usinas, as torres de transmissão energética que levaram a todos os lados brasileiros a substituição das velas e lampiões para a energia elétrica. Isso ocorreu de Norte a Sul.
O Mobral, que ensinou milhares e milhares de brasileiros a ler e a escrever, foi instituído pelo governo dos militares e a extensão dos benefícios do direito do trabalhador urbano foi estendido aos trabalhadores rurais, com a criação do fundo rural, a criação da Embratel, da Angra I e II, a Telebrás e todas as outras foram criadas no governo militar, que honrou de forma digna a farda do Exército Brasileiro.
Lembro-me também do slogan: "Brasil, ame-o ou deixe-o". Pois bem, era um alerta aqueles que queriam transformar o Brasil em uma República de esquerda e com o espírito cristão que sempre norteavam o governo dos generais presidentes, advertiram aos extremistas a deixar o País voluntariamente, oportunidade para que eles deixassem nossa terra em paz.
Nunca houve qualquer ato dos presidentes militares em determinar exílios de brasileiros e diziam: "O lugar de brasileiro é no Brasil". Aqueles que deixaram o Brasil foram por questões políticas e pessoais. Por último, sr. missivista, você sabe qual é situação financeira dos generais presidentes? Eu respondo: saíram todos com as mãos limpas e honradas pelo serviço que prestaram à Pátria amada. E os demais?
Nelson Neme