Internacional

Uruguaios começam a definir era pós-Mujica com embates eleitorais


| Tempo de leitura: 1 min

De um lado da cidade vinha o buzinaço, o enxame de bandeiras em vermelho, branco e azul, ao som do spot com pegada folclórica.

 

Gente de todas as idades caminhava pela “rambla”, vestindo camisetas de campanha e, não raro, uma garrafa de mate. Era a turma da Frente Ampla, do atual presidente José “Pepe” Mujica e seu antecessor e candidato a sucessor, Tabaré Vázquez.

 

De outro, um público mais jovem, que preferia entoar o coro da canção-tema da campanha de seu opositor, Luis Lacalle Pou. A noite de encerramento de campanha da eleição presidencial uruguaia, na última quinta, retratou o embate de gerações que deve se prolongar até o segundo turno, dia 30 de novembro.

 

De um lado, o veterano esquerdista que rompeu a hegemonia dos partidos tradicionais (colorado e blanco) ao ser eleito em 2005, inaugurando uma década de combate às diferenças sociais.

 

De outro, o jovem conservador do Partido Blanco que prefere apostar numa agenda que responda aos interesses imediatos da classe média e do empresariado: segurança e menos intervenção do Estado na economia.

 

Na campanha, Vázquez, investiu em lembrar os avanços da Frente Ampla - redução de pobreza, inflação e desemprego. 

 

Já Lacalle Pou, preferiu defender a renovação das velhas estruturas e apontar a economia para o futuro. Propôs que Mujica e Vázquez deixassem a disputa política e formassem um “conselho de anciões”. 

 

Empate

 

De acordo com as últimas pesquisas, Vázquez tem 42% dos votos, enquanto Lacalle Pou, 32%. Os dez pontos parecem uma vantagem larga, mas o terceiro colocado da disputa, o senador Pedro Bordaberry, do partido Colorado, tem 15% dos votos e deve apoiar Lacalle Pou. As pesquisas para o segundo turno apontam empate técnico.Ainda que o resultado esteja indefinido, analistas consideram que os partidos não tiveram bruscas mudanças com relação à sua base de apoio.

Comentários

Comentários